Porta-drones da Marinha posto pela primeira vez a flutar
'D. João II' é financiado pelo PRR e será aumentado ao efetivo em 2027.
O navio porta-drones da Marinha Portuguesa, o 'D. João II', que está a ser construído na Roménia, flutuou esta terça-feira pela primeira vez, numa cerimónia a que assistiram responsáveis militares e políticos portugueses.
A cerimónia de flutuação da chamada Plataforma Naval Multifuncional decorreu nos estaleiros da empresa DAMEN, em Gala?i, "naquela que é uma etapa importante no processo de construção deste navio e de modernização da esquadra", refere a Armada.
Desenvolvido pela Marinha Portuguesa em parceria com a neerlandesa DAMEN, o futuro 'D. João II' integrará "capacidades científicas, arquitetura modular e elevada flexibilidade operacional, permitindo a sua adaptação a um amplo espetro de missões".
"Este navio foi projetado para assegurar presença sustentada no mar, com autonomia de até 45 dias, permitindo a execução de missões de monitorização ambiental, investigação e prospeção do fundo marinho, recolha e processamento de dados oceânicos, bem como o apoio à ciência, à economia e ao conhecimento do mar. Esta plataforma está ainda concebida para operar, de forma integrada e modular, sistemas não tripulados aéreos, de superfície e subaquáticos, utilizados como instrumentos ao serviço das missões e da produção de conhecimento, assegurando elevada interoperabilidade com entidades civis, científicas e académicas", descreve a Marinha.
Prevê-se que o navio, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), seja aumentado ao efetivo dos navios da Marinha durante o primeiro semestre de 2027.
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