Portugal sem sistemas de defesa antimíssil de médio e longo alcance
País tem apenas mísseis Stinger de curto alcance, que foram comprados na governação de Cavaco Silva, em 1994.
Portugal identificou há vários anos que uma das suas fragilidades é a defesa antiaérea, ou seja, a proteção contra ameaças vindas do ar. Esta lacuna vai demorar ainda vários anos a ser colmatada, apesar dos sucessivos alertas de chefes militares.
Portugal dispõe apenas de mísseis de curto alcance, os Stingers, guiados por infra-vermelhos e que atingem alvos a muito baixa altitude, como helicópteros ou drones, confirmou o Público junto do exército militar.
São manobrados por este ramo desde 1994, tendo sido comprados pelo Governo então liderado por Cavaco Silva. O exército não revela de quantas unidades dispõe atualmente.
A atual Lei de Programação Militar (LPM) prevê um investimento de 5570 milhões de euros, que não dá para cobrir todas as necessidades identificadas pelos chefes militares. A LPM tem inscrito para este ano um investimento de 45 milhões de euros no capítulo da defesa antiaérea de curto alcance, avança o Público.
Segundo o coronel de artilharia Mendes Dias, o Exército deverá receber nos próximos dois anos, quatro sistemas RapidRanger (mísseis móveis de curto alcance) e dois radares terrestres de vigilância e aquisição de alvos com capacidade de 100 quilómetros. Está prevista ainda a compra de 35 mísseis Starstreak (alcance até 7km) e quatro mísseis LMN.
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