Português ferido em atentado terrorista na Somália
Colaborador da ONU está internado num hospital do Quénia.
Um ataque com morteiros às instalações da da missão da ONU em Mogadíscio, na Somália, causou nove feridos, entre eles um português. O atentado ocorreu no domingo e já foi reivindicado pelo grupo terrorista Al-Shabaab, que tem ligações à Al-Qaeda e há mais de dez anos mantém constantes ataques contra estrangeiros naquele país.
O cidadão português, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, era um colaborador das Nações Unidas e foi transferido para um hospital em Nairobi (Quénia), onde esta segunda-feira recebeu a visita da Encarregada de Negócios da Embaixada de Portugal no Quénia, Luísa Fragoso.
Não foi divulgada a idade nem as funções do homem, que, apesar dos ferimentos, não corre perigo de vida. No mesmo atentado ficaram feridos três soldados e um civil da AMISON (a missão da União Africana na Somália), um membro da equipa da ONU e quatro funcionários contratados que estavam ao serviço das Nações Unidas.
Esta segunda-feira, assinalaram-se dois anos sobre o pior atentado na história da Somália, quando o Al-Shabaab fez detonar um camião carregado com explosivos e causou 587 vítima mortais.
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