“Posso testemunhar pelos pais das vítimas”

João de Sousa, inspetor da Polícia Judiciária de Setúbal, aponta falhas à investigação às seis mortes na praia do Meco.

31 de janeiro de 2017 às 09:05
João de Sousa Foto: Rui Minderico
pais, meco Foto: Bruno Colaço
meco, praia, pais Foto: Bruno Colaço

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João de Sousa, da Polícia Judiciária, ofereceu-se para testemunhar a favor dos pais das vítimas do Meco, processados por difamação pelo procurador Joaquim Moreira da Silva. Em causa estão as falhas na investigação a que o inspetor diz ter assistido quando estava no departamento da PJ de Setúbal, nomeadamente a falta de uma inquirição ao único suspeito e a demora nas perícias às roupas usadas tanto pelas vítimas como pelo dux João Gouveia, que só foram feitas um ano e dois meses depois da tragédia.

Ao CM, João de Sousa, preso em Évora a aguardar o resultado do recurso à pena de cinco anos e meio por corrupção e violação de segredo de funcionário num caso relacionado com fraude fiscal na venda de ouro, disse estar "disponível para testemunhar pelos pais das vítimas".

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No blogue ‘Dos dois lados das grades’, em que escreve todas as segundas-feiras, o inspetor acusa o procurador Moreira da Silva de uma "ação retaliadora que tem de ser entendida como o culminar de um percurso investigatório que enfermou de lacunas agravadas pela falibilidade de quem coordenava a investigação na PJ".

João de Sousa diz que João Gouveia não foi interrogado logo no início da investigação porque a coordenadora Maria Alice Fernandes, "na sua convicção pessoal, optou por não recolher o testemunho (...), acreditando que João Gouveia se escudaria no silêncio".

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E acrescenta que houve "negligência fruto da incompetência" ao fazer o exame às roupas das vítimas e do único sobrevivente apenas em fevereiro de 2015, quando o caso ocorreu a 15 de dezembro de 2013.

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