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Pais de vítimas do Meco indignados com processo

Procurador e filho processam pais por difamação.

26 de janeiro de 2017 às 01:30

Fátima Negrão, Fernanda Cristóvão e José Carlos Campos estiveram esta quarta-feira no Campus de Justiça, em Lisboa, onde foram confrontados com o processo por difamação que lhes foi movido pelo procurador Joaquim Moreira da Silva e pelo filho do magistrado.

Em causa, as duras críticas ao arquivamento da investigação às mortes dos seis jovens estudantes na praia do Meco, na madrugada do dia 15 de dezembro de 2013. Fernanda Cristóvão, mãe de Catarina Soares, e José Carlos Campos, pai de Tiago André, foram identificados no DIAP. Hoje é a vez de Fátima Negrão, mãe de Pedro Negrão.

Vítor Parente Ribeiro, advogado que sempre defendeu os pais, não percebe o processo. "Os factos são aqueles que foram falados na comunicação social, foram as reações dos pais ao arquivamento do processo e por isso são estas três pessoas as visadas porque foram as que mais falaram", referiu o advogado.

Já em 2014, o procurador tinha prometido que ia processar os pais. Referiu aliás que não prescindia desse direito. O processo colocado pelo filho do magistrado prende-se com o facto de ter sido revelado que o jovem na altura do arquivamento era também ele um aluno da Universidade Lusófona.

"Todos os dias o sentimento que me invade é o de saudade e é esse o que me atormenta. Hoje, o sentimento é de indignação", lamentou Fernanda Cristóvão.

Em dezembro de 2013, seis jovens perderam a vida na praia do Meco durante um fim de semana de praxes. Apenas João Miguel Gouveia sobreviveu.

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