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"Esta temporada vai ser a melhor de sempre!": Diana Chaves ansiosa para a estreia, mas sem medo das audiências

Está há um mês a conciliar as gravações de ‘Casados à Primeira Vista’ com as manhãs da SIC, mas garante que não se sente cansada. “Divirto-me muito a fazer este programa”, diz a apresentadora.

03 de abril de 2026 às 01:30

O que é que podemos esperar desta sexta temporada de ‘Casados à Primeira Vista’?

Vai ser a melhor de sempre! E nem sei bem explicar porquê, são coisas que se sentem. Acho que, sobretudo, tem que ver com as pessoas. É um programa feito com pessoas e este tem esta componente da busca pelo amor, que é uma coisa transversal a todas as pessoas, a todas as idades. É algo com que todos sonhamos sempre e que é generalizado ao mundo inteiro. Muitas vezes, sobretudo nos tempos que correm, há esta ideia de pôr o trabalho primeiro, de ‘ai, se calhar não é assim tão importante’. Mas no fundo, quando percebemos, é sempre muito importante, talvez o mais importante, ter essa estabilidade. A vida só faz sentido quando partilhamos os momentos bons e quando somos amparados nos maus. E, no fundo, este é o segredo. Como são sempre pessoas diferentes, embora a experiência seja a mesma, vivem-na de forma diferente também. Ninguém sabe como é que vai reagir. Muitos destes participantes já assistiram às outras temporadas, só que, quando estão lá, no momento, é tudo novo e estão a viver todos estes sentimentos pela primeira vez.

O que é que mais a surpreendeu nos novos concorrentes?

É engraçado que as pessoas dizem que chegam à experiência, mas se calhar não é com uma expectativa tão grande, é mais para crescer, para ter um crescimento individual. Neste caso, não. As pessoas procuram mesmo o amor e acreditam no amor. É isso que tenho constatado em todas estas edições. Claro que as coisas às vezes desenrolam-se de maneira diferente, mas a expectativa, por mais que eles digam que não têm muita, têm.

E quais são as suas?

As melhores! Divirto-me muito a fazer este programa, gosto mesmo muito... Gosto de lidar com as pessoas, torço por elas e aprendo muito. Todos nós podemos aprender com este programa, não me canso de o dizer.

Também leva daqui ensinamentos para a sua relação?

Sempre! Podemos todos fazer esse percurso através dos outros, porque muitas vezes não nos apercebemos do que é que se passa nas nossas relações. Por mais diferentes que sejam as pessoas, vemos certos comportamentos que são idênticos e podemos levar os ensinamentos não só daquilo que vemos como também a ideia de ‘não quero voltar a fazer aquilo’, ou então posso lidar desta forma. Digo isto mesmo através dos conselhos dos especialistas. É muito possível tirarmos coisas de casais que não têm nada que ver connosco. E quem não gosta de assistir a uma história de amor a acontecer à nossa frente?

Mesmo quando às vezes não acontece o amor, também tem a sua graça, não é?

Tem. Sobretudo porque não somos nós que estamos naquele papel. Portanto, mesmo com os momentos maus, com os momentos caricatos, com os momentos mais difíceis, nós podemos aprender.

Sente diferenças na forma como encara estas histórias ao longo das temporadas?

Tenho sempre o cuidado na forma como falo com eles, porque se vir alguém a sofrer ou que está numa situação mais vulnerável, não é algo de que goste. Não tenho prazer nisso, de todo. Mas claro que o meu papel é completamente isento. Sou os olhos do público, não é? Mas a minha função não é igual à dos especialistas, que os encaminham e dizem o que está mais ou menos bem e guiá-los. A minha função é trazer os factos e, às vezes, a voz do público no sentido de senso comum.

Já tivemos um ex-participante que voltou, uma noiva que desmaiou no altar... o que é que ainda pode acontecer?

Tudo! Pode mesmo acontecer tudo. Já aconteceram coisas que nunca tinham acontecido nas outras temporadas. Quando nós achámos que já tínhamos visto um bocadinho de tudo, somos apanhados desprevenidos. E isto acontece porque, por mais temporadas que já tenhamos visto, por mais reações que já tenhamos visto, nunca sabemos como aquelas pessoas vão reagir. Temos alguma expectativa porque em alguns momentos já conseguimos antecipar algumas coisas e pensamos: ‘Vá, vamos lá ver como é que vai correr’. E depois, contrariamente àquilo que achamos, até corre muito bem ou muito mal. Enfim...

O que significa para si fazer este programa ao fim de seis temporadas?

Divirto-me mesmo muito e gosto mesmo muito de fazer este programa. Venho sempre com a esperança de que muitos destes casais resultem. E, depois, o facto de já irmos na sexta edição é sinal de que aquilo que fazemos é bem feito e do agrado do público. Isso é fundamental, nós tratamos das coisas ao mais ínfimo pormenor para que fiquem bonitas e que seja um prazer para as pessoas quando estão em casa, divertirem-se um bocadinho, reverem-se também e que passem um bom bocado. No fundo, é isso, queremos que se riam, que chorem um bocadinho, e, sobretudo, que levem uma mensagem de esperança. Mas também que percebam que, às vezes, quando não dá certo é porque não tem de dar certo. E a vida é mesmo assim e segue. E que não seja ao fim do mundo, que sirva como uma aprendizagem.

Às vezes as pessoas olham para o programa como algo que não vai dar certo, porque em 36 casais só quatro continuam juntos.

Não vejo as coisas dessa forma, porque se formos falar de estatísticas, o programa tem muito mais sucesso do que a sociedade. Se formos falar de números, corre muito melhor aqui do que na vida normal. Quantos de nós estamos rodeados de pessoas, de famílias cujos casamentos não dão certo e foram eles que escolheram as pessoas? Acredito que dê certo, pois há outra coisa que é importante nessa leitura, que é mesmo os casais que não ficaram juntos no programa, e a ‘Casa Feliz’ é prova disso, muitos deles voltam individualmente com outras relações. Alguns eram pessoas que não tinham relações há muitos, muitos anos e de repente vêm felizes, orgulhosos, querem mostrar companheira, o companheiro. É sinal de que, mesmo que esta relação em concreto aqui do programa não dê certo, os conselhos que levam os ajudam.

Ficam mais abertos ao amor?

Creio que se abrem mais, não só para o amor, mas para erros que cometemos e que muitas vezes são o segredo ou são ali o entrave para as coisas darem certo.

Depois de uma temporada tão bem-sucedida como foi a anterior, há um nervosismo para esta resultar?

Só sinto entusiasmo, sempre. Claro que há nervosismo, ansiedade para que as coisas corram bem, que o público goste, mas isso não me corta as pernas em nada, nunca. Fazemos sempre o melhor que podemos, temos a certeza de que estamos a fazer um bom trabalho, que nos divertimos muito. E estes candidatos são muito identificáveis connosco. Podia ser o nosso avô, podia ser a minha irmã, a sua prima, são pessoas muito...

Reais?

São pessoas muito reais com vidas normais, só que, pronto, têm este desejo e a esperança de encontrar o amor.

Como gere o ‘Casa Feliz’ com o ‘Casados à Primeira Vista’?

Tudo é gerível. Detesto lamentos e dizer ‘ai meu Deus, e agora?’

Mas sente-se cansada?

Não, para já não. Por acaso houve uma temporada ou outra em que realmente estava mais cansada, mas não me sinto nada cansada. É tudo conciliável. Claro que às vezes tenho de faltar ao ‘Casa Feliz’. Mas desde que se faça com gosto e regras, e atenção, porque eu durmo, eu como... tenho a minha vida organizada.

É esse o segredo?

Sim, está tudo encaminhado. Nestes momentos temos de dar prioridade a algumas coisas e pôr outras em segundo plano. Para mim é fundamental dormir bem, tenho de me alimentar bem e tenho de dar um beijinho à minha filha sempre.

É a eterna noiva de Portugal. Ainda não há data para casar [com César Peixoto]?

Não, não. São coisas nossas... Sou uma noiva com muito gosto [risos].

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