Prisão efetiva para dupla detida por furto de cobre na Linha da Beira Alta
Crimes remontam a 2023, enquanto decorriam as obras de modernização da Linha da Beira Alta.
O Tribunal de Aveiro condenou esta quinta-feira a prisão efetiva dois homens acusados do furto de metais não preciosos na linha ferroviária da Beira Alta, aplicando penas de multa a um casal pelo mesmo crime.
Os crimes ocorreram em março e abril de 2023, durante as obras de modernização da Linha da Beira Alta, na zona do concelho da Mealhada, no distrito de Aveiro, e causaram elevados prejuízos à CP -- Comboios de Portugal.
As penas de prisão efetiva foram aplicadas a dois arguidos que se encontram detidos à ordem de outros processos, por crimes contra o património, num caso, e por tráfico de droga, noutro.
Um arguido foi condenado a dois anos e três meses de prisão por um crime de furto, três anos e meio por um crime de dano e um ano por um crime de furto na forma tentada.
Em cúmulo jurídico, foi-lhe aplicada uma pena única de quatro anos e nove meses de prisão, que o coletivo de juízes decidiu não suspender, atendendo aos extensos antecedentes criminais do arguido e ao elevado montante dos danos causados.
O cúmplice foi condenado a uma pena de nove meses de prisão, igualmente efetiva, por um crime de furto na forma tentada.
O processo tinha ainda como arguidos um casal que foi surpreendido em flagrante pela GNR quando tentava furtar diverso material de cobre nas imediações da linha.
O tribunal condenou ambos a uma pena de 140 dias de multa à taxa diária de 10 euros, totalizando 1.400 euros, por um crime de furto na forma tentada.
Estes arguidos foram absolvidos de um crime de dano, porque o tribunal não deu como provado que tenham sido eles a proceder ao corte das catenárias, dispersores e dos cabos de cobre que se propunha carregar para o carro.
Em abril de 2023, o consórcio encarregue da modernização do troço entre Santa Comba Dão e Mangualde lançou um apelo à população para tentar travar os furtos na linha.
Numa nota publicada na altura nas redes sociais, o consórcio referia que a empreitada "tem sido constantemente alvo de furtos, designadamente no que respeita a cabos aéreos de catenária, que possuem elevado valor económico e de bem público".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt