Prisão preventiva para os sete polícias acusados de tortura na esquadra do Rato
Decisão foi conhecida este sábado.
Ficam em prisão preventiva os sete polícias acusados de maus tratos e tortura na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa. A decisão foi conhecida este sábado.
Na base da decisão do juiz de instrução está o perigo de perturbação do inquérito e, eventualmente, de fuga à Justiça por parte dos arguídos.
Além destes sete, outros dois agentes da autoridade já tinham sido detido em julho do ano passado, estando também em prisão preventiva.
Em causa estão estão casos de "tortura grave, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física qualificadas". O Ministério Público conduz o inquérito, que se encontra sujeito a segredo de justiça.
Em comunicado conjunto com o MP, o Comandante do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP revela que procedeu à abertura de sete processos disciplinares ao mesmo tempo que "repudia, de forma veemente, qualquer conduta, interna ou externa, que constitua uma violação flagrante desses princípios".
"Salientamos que foi a PSP que, logo que teve conhecimento dos factos, denunciou, executou diversas diligências processuais, procedeu a outras diligências de investigação, sempre sob a coordenação e direção do Ministério Público".
Os sete suspeitos que este sábado receberam a medida de coação mais gravosa foram detidos na quarta-feira, na sequência de uma operação que incluiu ainda buscas domiciliárias e a esquadras da PSP.
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