Provas científicas contam história de crime bárbaro
Pistola Glock usada para matar o casal Liliane e Luís Pinto tinha um vestígio hemático que pertencia a Pedro Dias.
É na prova científica junta ao processo que o Ministério Público da Guarda assenta grande parte da sua estratégia. Os vestígios de ADN não mentem e provam que Pedro Dias matou o casal Luís e Liliane Pinto com a arma do guarda Carlos Caetano. Foi aliás encontrado nesta pistola glock um vestígio hemático do homicida de Aguiar da Beira.
Foi esta mesma arma que a Polícia Judiciária encontrou na localidade de Póvoa das Leiras, em São Pedro do Sul, logo no dia a seguir aos homicídios, ocorridos a 11 de outubro de 2016. Pedro Dias abandonou a pistola quando fugia.
Todas as outras provas juntas ao processo contam também a cronologia dos crimes bárbaros cometidos pelo arguido. A farda do militar Carlos Caetano, completamente ensanguentada, mostra a violência da sua morte. O guarda António Ferreira, que sobreviveu ao massacre, tinha também vestígios de sangue do colega na sua camisola.
Tal sustenta o seu depoimento, uma vez que o GNR tinha revelado que Pedro Dias o obrigou a carregar o cadáver do colega morto. Também na mala do carro patrulha, onde o cadáver foi colocado, foram encontrados vestígios de sangue do militar assassinado.
Uma outra prova fundamental é a camisola que Pedro Dias usou no dia do crime e que foi recuperada na casa de Fátima Reimão, a professora que deu auxílio ao homicida. Nesta peça de vestuário foram encontradas partículas que, segundo o Laboratório de Polícia Científica, "são consistentes com resíduos de disparos".
Vestígios de sangue na morte do casal
Em seguida, disparou. Quando saiu do local pensou que ambos estavam mortos.
Cartas mostram que culpa outros pelas mortes
O homicida de Aguiar da Beira chega mesmo a pedir desculpa pelos danos que causou aos seus familiares, mas nunca diz que se arrepende das mortes. Culpa a polícia que o perseguiu e diz aos filhos que deverão acreditar nele.
PORMENORES
Provas nos carros
Nos carros usados na fuga também foram recolhidos vestígios que provam que Pedro Dias foi o autor dos disparos. Havia sangue das vítimas.
ADN nas casas
Nas casas onde esteve escondido, Pedro Dias voltou a deixar vestígios de ADN. Mais uma vez, as provas foram juntas ao processo-crime.
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