Provas científicas contam história de crime bárbaro

Pistola Glock usada para matar o casal Liliane e Luís Pinto tinha um vestígio hemático que pertencia a Pedro Dias.

03 de novembro de 2017 às 01:30
Arma da GNR usada para matar Liliane e o marido foi de imediato recuperada. Era uma glock nove milímetros. A arma usada para matar Caetano apareceu já depois da acusação ser deduzida Foto: Direitos Reservados
Carro do casal foi abandonado não muito longe do local dos disparos. A GNR só o descobriu horas depois Foto: Direitos Reservados
Roupa de Carlos Caetano estava ensanguentada. O corpo do militar foi colocado na mala do carro. Foto: Direitos Reservados
No local onde os corpos foram arrastados ficaram vestígios Foto: Direitos Reservados
Carro da GNR, cheio de sangue, foi encontrado às primeiras horas da manhã de 11 de outubro. Também aí havia vestígios de Pedro Dias Foto: Direitos Reservados

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É na prova científica junta ao processo que o Ministério Público da Guarda assenta grande parte da sua estratégia. Os vestígios de ADN não mentem e provam que Pedro Dias matou o casal Luís e Liliane Pinto com a arma do guarda Carlos Caetano. Foi aliás encontrado nesta pistola glock um vestígio hemático do homicida de Aguiar da Beira.

Foi esta mesma arma que a Polícia Judiciária encontrou na localidade de Póvoa das Leiras, em São Pedro do Sul, logo no dia a seguir aos homicídios, ocorridos a 11 de outubro de 2016. Pedro Dias abandonou a pistola quando fugia.

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Todas as outras provas juntas ao processo contam também a cronologia dos crimes bárbaros cometidos pelo arguido. A farda do militar Carlos Caetano, completamente ensanguentada, mostra a violência da sua morte. O guarda António Ferreira, que sobreviveu ao massacre, tinha também vestígios de sangue do colega na sua camisola.

Tal sustenta o seu depoimento, uma vez que o GNR tinha revelado que Pedro Dias o obrigou a carregar o cadáver do colega morto. Também na mala do carro patrulha, onde o cadáver foi colocado, foram encontrados vestígios de sangue do militar assassinado.

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Uma outra prova fundamental é a camisola que Pedro Dias usou no dia do crime e que foi recuperada na casa de Fátima Reimão, a professora que deu auxílio ao homicida. Nesta peça de vestuário foram encontradas partículas que, segundo o Laboratório de Polícia Científica, "são consistentes com resíduos de disparos".

Vestígios de sangue na morte do casal    

Em seguida, disparou. Quando saiu do local pensou que ambos estavam mortos.

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Cartas mostram que culpa outros pelas mortes   

O homicida de Aguiar da Beira chega mesmo a pedir desculpa pelos danos que causou aos seus familiares, mas nunca diz que se arrepende das mortes. Culpa a polícia que o perseguiu e diz aos filhos que deverão acreditar nele.

PORMENORES 

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Provas nos carros

Nos carros usados na fuga também foram recolhidos vestígios que provam que Pedro Dias foi o autor dos disparos. Havia sangue das vítimas.

ADN nas casas

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Nas casas onde esteve escondido, Pedro Dias voltou a deixar vestígios de ADN. Mais uma vez, as provas foram juntas ao processo-crime.

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