Região de Coimbra com dispositivo de combate a incêndios de 775 operacionais e 178 veículos
Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) da Região de Coimbra foi apresentado esta sexta-feira em Coimbra.
A Região de Coimbra conta, este ano, na fase mais crítica dos incêndios, de 1 de julho a 30 de setembro, com 775 elementos e 178 veículos, além de três helicópteros e mais quatro máquinas de rasto.
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) da Região de Coimbra foi apresentado esta sexta-feira em Coimbra.
"O dispositivo de 2026 representa um dispositivo mais preparado, mais integrado e mais robusto", disse o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.
Segundo Carlos Tavares, na Fase Delta, a mais crítica, estarão disponíveis em permanência 175 equipas, compostas por 775 elementos, dos quais 514 são bombeiros, e que serão apoiados por 178 veículos.
O dispositivo contará com 16 máquinas de rasto nos diferentes municípios, o que representa um aumento de quatro máquinas face às já existentes: uma no município da Lousã, duas da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e a outra do Corpo de Bombeiros de Soure.
"Esta capacidade é fundamental em incêndios complexos, pois permite aberturas de faixa de contenção, consolidação também do perímetro, contribuindo ativamente para reduzirmos os reacendimentos", afirmou.
A Região de Coimbra tem já um helicóptero de ataque inicial estacionado na Lousã, que será reforçado com mais dois a partir de 01 de junho, e que ficarão em Cernache, no concelho Coimbra, e na Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra.
Há também já dois aviões bombardeiros médios posicionados em Cernache, que são meios nacionais, sendo que, durante a Fase Delta, a região de Coimbra contará com mais dois helicópteros de avaliação e de reconhecimento.
Carlos Tavares apontou como uma das melhorias do dispositivo deste ano o veículo de Comando e Comunicações dos Bombeiros de Penacova, no distrito de Coimbra, que irá acrescentar mais um meio nos teatros de operações.
No âmbito da intermunicipalidade, o responsável destacou os investimentos territorial integrado de reequipamento dos corpos de bombeiros e dos serviços municipais de proteção civil, com equipamentos Starlink e a atribuição de vários rádios do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).
A partir de 01 de junho, estará disponível um drone da CIM Região de Coimbra para ações de monitorização, avaliação e apoio operacional, "com potencialidades importantes" para uma melhor visão do que está a acontecer nos diferentes teatros de operações, segundo Carlos Tavares.
Aos jornalistas, o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra disse que os concelhos que mais preocupam são os da Figueira da Foz, Soure, Montemor-o-Velho, Penela, Miranda do Corvo e Pampilhosa da Serra, os mais afetados pelas recentes tempestades, dando nota de que há trabalhos de limpeza a serem feitos nestes municípios.
"O que pedimos também aos nossos comandantes de corpos de bombeiros, foi que, com o dispositivo que têm, fazerem vigilância e ir identificando caminhos que há necessidade de envolver maquinaria, e aí sinalizam e o município acaba por tratar, ou os bombeiros vão cortando lenha que forem encontrando e vão desimpedindo caminhos", acrescentou.
De acordo com Carlos Tavares, um dos compromissos é ainda posicionar o dispositivo no terreno sempre que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) possa dar indicação de trovoadas secas, face ao que aconteceu, no ano passado, em Piódão, no município de Arganil.
Às populações o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil apela a que tenham "o máximo cuidado com tudo o que possa provocar uma ignição".
"Há determinados dias que, se isso acontecer, vamos ter grandes incêndios", alertou.
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