page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Combate aos incêndios no Alto Minho sem reforço de meios relativamente a 2025

Perante uma previsão meteorológica relativamente ao verão, o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho pediu que as pessoas "estejam atentas aos seus comportamentos".

14 de maio de 2026 às 19:53

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) do Alto Minho fica sem reforço de meios relativamente a 2025, totalizando 82 equipas, 404 operacionais, 94 veículos e dois meios aéreos, revelou hoje a Proteção Civil.

"Não há reforço comparativamente ao ano anterior, estabilizámos os números. Portanto, esse será o nosso dispositivo em condições normais, sem prejuízo de poder ser reforçado sempre que necessário, com o incremento da situação de risco ou um estado de prevenção especialmente elevado ou uma operação que fique complexa", explicou à Lusa o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho, Marco Domingos.

Em Valença, na apresentação do plano de operações para o período crítico dos incêndios nos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, o comandante referiu também a existência de dois meios aéreos de combate às chamas.

Neste contexto, e perante uma previsão meteorológica relativamente ao verão que "não é boa", o comandante pediu que as pessoas "estejam atentas também aos seus comportamentos".

"É fundamental que o cidadão esteja comprometido com este desiderato. As ignições acontecem muitas vezes por descuidos. Se adotarmos comportamentos responsáveis e comportamentos mitigadores do risco, garantidamente o dispositivo também vai ser maior", observou.

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo, Tiago Cunha, disse que o Alto Minho "tem de melhorar a forma de fazer" e aumentar a complementaridade entre concelhos.

"Não consta que tenhamos mais veículos, mais veículos ou mais meios aéreos. Se não somos mais homens, se não temos mais veículos ou meios aéreos, temos de ser mais equipa e conseguir mais interoperabilidade e complementaridade. Melhorar a forma de fazer. Se não somos mais, temos de trabalhar melhor", sustentou.

O também presidente da Câmara de Paredes de Coura defendeu a "prevenção como a primeira linha de defesa", alertando ser "absolutamente crítico fazer um pré-posicionamento dos meios técnicos (cisternas, máquinas de rasto) em locais críticos".

"Quando isso é feito, ganhamos três horas [de combate ao incêndio]", indicou, apelando também à autoproteção e à responsabilização das pessoas pelo "uso negligente do fogo".

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, António Barbosa, manifestou-se preocupado com a ausência de reforço de meios humanos ou materiais, alertando que, nestas circunstâncias, só há uma forma de combater os incêndios, que é "mais e melhor planeamento".

"E há uma coisa importante, que é a questão da vigilância, o estarmos atentos, a obrigação do cidadão de não estar à espera, para que sejamos, todos nós, agentes de proteção civil", afirmou o também presidente da Câmara de Monção.

O primeiro-ministro avisou a 02 de março que com o reforço de meios do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026 têm de haver melhores resultados no combate aos fogos.

"Se temos muito mais viaturas, máquinas de rasto, mais equipas e disponibilidade, não nos podemos conformar com o mesmo resultado ou resultados piores. Queremos melhores resultados. Os investimentos têm de ter esse retorno", afirmou Luís Montenegro em Ponte da Barca, também no distrito de Viana do Castelo.

Os meios envolvidos este ano no combate aos incêndios rurais vão ter um ligeiro aumento em relação a 2025, estando previstos para os meses mais críticos um total de 15.149 operacionais, 3.463 viaturas e 81 meios aéreos, de acordo com a Diretiva Operacional Nacional (DON) que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2026.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8