“Sei fazer notas, mas não as fiz”, afirma arguido

Homens negaram intenção de falsificar moedas de 2 euros.

11 de abril de 2018 às 08:29
Bruno Correia é um dos quatro arguidos que estão a ser julgados por contrafação de moeda, no Tribunal de Braga Foto: Direitos Reservados
Tribunal de Braga Foto: Eduardo Martins

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"Sei fazer notas, mas não as fiz e não quero ser condenado pelo facto de saber fazer." Visivelmente nervoso e exaltado, José Manuel Marques, um dos quatro homens que esta terça-feira começaram a ser julgados no Tribunal de Braga, acusados de terem tentado fabricar notas de 500 euros e moedas de dois euros, negou a prática do crime.

O arguido, que já cumpriu duas penas de prisão precisamente por falsificação de moeda, garantiu que a máquina de cunhar que foi apreendida pela Polícia Judiciária do Porto, "não dava para fazer dinheiro".

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Entre os arguidos, há dois que são pai e filho, cujos passados foram seguidos de perto durante meses pelos investigadores. Bruno Correia, de 30 anos, manteve-se ontem em silêncio, já o pai, Paulo Correia, de 52, alegou estar a ser vítima de um "mal-entendido".

"Estou neste processo por ter uma máquina que não é minha, uma empresa da qual não sou dono e por ter emprestado um carro que não é meu. Só aqui estou porque o senhor inspetor não gostou de mim", referiu ao coletivo de juízes o arguido.

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Os quatro homens apontaram o dedo ao alegado dono das máquinas, que foram apreendidas em 2016, durante as buscas domiciliárias em que acabaram detidos. "É no mínimo estranho o senhor Carlos Lopes não estar aqui sentado no banco dos réus", questionou José Manuel Marques, sublinhando que o antigo patrão "fugiu para o Brasil" na altura das buscas da PJ.

Os quatro respondem por um crime de contrafação de moeda na forma tentada.

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