Seis centenas de veículos ‘aceleram’ para a GNR e PSP
Fornecedores têm até ao final do ano para entregar autocarros, carrinhas e motos às forças de segurança. Processo com 14 contratos foi dividido em 45 lotes, de modo a abranger um amplo tipo de frota.
O concurso público internacional foi aberto em outubro do ano passado e tinha como fim a aquisição de 649 veículos para a GNR e PSP, com um valor total de 20,1 milhões de euros. Agora, as 14 adjudicações estão definidas e os nove fornecedores têm até final do ano para entregar as viaturas. Caso as empresas não cumpram este limite temporal, ficam sujeitas a penalizações por cada dia de atraso.
O processo foi dividido em 45 lotes, com o objetivo de abranger diferentes tipos da frota e corresponder a uma grande diversidade de categorias operacionais, divididas por especificidades técnicas. No que respeita a ‘Duas rodas’, conta com motos de várias cilindradas, já no que à ‘Patrulha e Linha’ diz respeito estão contabilizados carros ligeiros de várias gamas e modelos SUV nas versões 4x2 e 4x4. Quando se fala de ‘Logística e Carga’ estão em causa furgões de mercadorias, comerciais ligeiros de teto sobrelevado, carrinhas pick-up 4x4 de cabine dupla e furgões pesados. Por fim, na alínea ‘Transporte Coletivo’, a exigência vai para pesados de mercadorias 4x2 e autocarros de passageiros com capacidades que variam entre 22 e mais de 41 lugares.
A adjudicação de maior valor, de 5,342 milhões, foi entregue à SIVA. Entre outros encargos constam 62 veículos ligeiros de passageiros da tipologia ‘Médio inferior’, 49 veículos ligeiros de passageiros ‘SUV 4x2 ou 4x4’ e seis veículos comerciais ligeiros ‘Furgão de mercadorias’.
Preço dos veículos pesa 80 por cento no critério da adjudicação
As entidades interessadas puderam concorrer a todos os lotes, com os critérios de adjudicação a serem o preço (com uma ponderação de 80%) e a qualidade (com os remanescentes 20%). O concurso já tinha sido anunciado por Margarida Blasco, então ministra da Administração Interna, antes da queda do Governo, que aconteceu em março de 2025. Cinco meses após as eleições legislativas antecipadas de 18 de maio, o procedimento foi retomado. A 20 de outubro, já sob a tutela de Maria Lúcia Amaral, foi publicado em Diário da República.
Combustíveis fósseis dominam parque automóvel das polícias
A esmagadora maioria da frota continua a depender de combustíveis fósseis. O concurso destinou um lote específico de veículos 100% elétricos à GNR, com uma verba de 375 mil euros. Os veículos híbridos tiveram uma verba superior, fixada em 514 mil euros. Mais de 19 milhões de euros foram canalizados para veículos tradicionais a combustão – gasóleo e gasolina. As opções elétricas e híbridas representaram menos de 5% do orçamento total. Questões operacionais assim o ditam.
Oito contratos sem efeito
A não apresentação de propostas ou a exclusão de propostas resultaram na impossibilidade de se terem celebrado oito contratos que tinham como adjudicante o MAI. A informação consta do Portal BASE, que centraliza a informação de todos os contratos públicos.
Nomes de peso
Entre as empresas a quem foram adjudicados os 45 lotes constam nomes de peso no ramo, como a Toyota, Iveco, a Man, a Yamaha ou a Honda. Devido à exigência financeira e técnica, apenas avançam marcas e importadores com forte capacidade logística.
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