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Familiares e amigos de emigrante na Suíça em choque com a tragédia: "Não consigo suportar esta dor"

Família confirma morte de emigrante portuguesa. Entidades oficiais aguardam resultado das perícias forenses

23 de agosto de 2026 às 15:07

A tragédia que destruiu o edifício que albergava o restaurante português Beverin e apartamentos nos pisos superiores, em Thusis, no leste da Suíça, na sexta-feira de madrugada, deixou em choque a comunidade portuguesa.

No total, oito pessoas ficaram feridas, duas delas de nacionalidade portuguesa, e cinco foram, inicialmente, dadas como desaparecidas. Ana Catarina Reis, natural de Matosinhos, estava no interior do prédio quando ocorreu o fogo. Além de trabalhar como empregada de limpeza no restaurante luso, vivia num dos quartos do edifício. A jovem, de 32 anos, falou pela última vez com a família na quinta-feira à noite pouco antes da tragédia deixando os mais próximos em desespero.

Este sábado, em comunicado, a Polícia de Graubünden indicou que "dois corpos foram encontrados no interior do edifício" e que a identificação das vítimas estavam em curso.

No mesmo dia, familiares, amigos e a empresa onde Ana Catarina trabalhava comunicaram o falecimento da jovem. Apesar disso, fonte governamental, contactada pelo CM, referia, ao final do dia de sábado “não ser possível confirmar” essa informação enquanto não for conhecido o resultado das perícias forenses.

"Há palavras que gostaríamos de dizer, mas num momento como este, as palavras não são suficientes. Tu não eras apenas uma funcionária. O teu sorriso, a tua maneira de ser e os momentos que partilhamos ficarão para sempre na nossa memória e farão muita falta", escreveu a empresa nas redes sociais.

"Mais difícil é compreender que tiveste de partir tão jovem. A tua vida tinha ainda tantos anos pela frente, tantos sonhos, encontros, projetos e momentos felizes por viver. Saber que tudo isso foi interrompido de forma tão repentina deixa-nos profundamente tristes e sem palavras. O teu lugar ficará vazio. Mas permanecerás para sempre nos nossos corações", lamenta a Niki Services AG.

"Mana sei que estás a ouvir. Não consigo suportar esta dor! Nascemos e crescemos juntinhas! Tentei sempre te proteger! Mas desta vez eu falhei irmã! Eu não consegui! Ligaste-me para me pedir ajuda! E eu peço-te perdão por não te conseguir salvar meu amor perdoa a mana e olha pelo nosso bebé e pelos nossos meninos que tanto te amam", escreveu este domingo uma familiar.

Este domingo, num novo comunicado, a polícia local esclareceu que "a investigação no interior do edifício progrediu mais rapidamente do que o inicialmente previsto".

"Das cinco pessoas inicialmente dadas como desaparecidas, uma já tinha sido localizada anteriormente. Apesar do colapso parcial da estrutura, as equipas conseguiram, ao longo do fim de semana, realizar buscas em toda a área afetada pelo incêndio para encontrar as quatro pessoas que continuavam desaparecidas. Durante essas operações, as duas últimas pessoas ainda desaparecidas foram também encontradas sem vida", pode ler-se.

Na mesma nota a Polícia de Graubünden esclarece que a identificação das vítimas ainda está em curso e que a investigação, para apurar as causas e circunstâncias do trágico incêndio, prossegue.

De acordo com as autoridades locais, já não há registo de desaparecidos. 

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