Superjuiz confirma que foi Carlos Silva quem contratou Orlando Figueira
Julgamento da Operação Fizz prossegue esta terça-feira.
O julgamento da 'Operação Fizz', que tem como arguidos o ex-vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente, o ex-procurador Orlando Figueira, o advogado Paulo Blanco e o empresário Armindo Pires continua esta terça-feira. O juiz Carlos Alexandre começou a ser ouvido em tribunal.
Durante a audiência, começou por dizer que tudo o que sabe lhe foi contado por Orlando Figueira, de quem era amigo. "Foram umas jornadas da legalidade que levaram vários magistrados a Luanda - contou-me o Figueira e o Vítor Magalhães. Quando regressou contou-me que tinha sido abordado para trabalhar no setor privado. Não era a primeira vez que era convidado...diziam-lhe que devia aproveitar o seu talento para ir ganhar dinheiro", disse.
"Eu dizia que não era boa ideia. Naquele caso não me parecia um desafio tão estimulante ao ponto de aceitar", sublinhou. Este ainda revelo que durante as primeiras conversas foi-lhe dito que uma empresa estava relacionado com a Sonangol, empresa estatal do ramo pretolífero. Carlos Alexandre afirmou que a abordagem ao réu foi realizada por Carlos Silva.
"Disse que precisava de 10 mil euros e o Figueira disse que me emprestava"
Durante a segunda parte da audiência, o juiz emocionou-se ao falar da doença do filho. "Quando o meu filho adoeceu não quis saber mais de Orlando Figueira", profere.
Carlos Alexandre justificou o empréstimo que Figueira lhe fez: "Ele foi a minha casa e falei-lhe que tinha um problema financeiro. Disse que precisava de dez mil euros porque estava a fazer obras em casa e o meu filho estava no hospital. Ele disse que me emprestava. Ligaram-me do banco a perguntar se eu autorizava a trasnferência. Disse que sim. Fiz um segundo empréstimo e transferi imediatamente para o Figueira apesar de saber que ele estava no estabelecimento prisional de Évora".
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