Confessa homicídio em Vila Real mas diz que só queria assustar

Testemunhos da aldeia referiram que as desavenças entre os dois homens eram antigas.

24 de setembro de 2018 às 13:10
Diamantino DInis começa a ser julgado no dia 24 Foto: Direitos Reservados
Emílio Dinis, 42 anos Foto: Direitos Reservados
GNR, Guarda Nacional Republicana, xxx Foto: Ricardo Almeida
GNR, xxx, carro, porta, símbolo Foto: Direitos Reservados

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Um arguido de 69 anos confessou esta segunda-feira ter matado a tiro um homem na noite de 31 de dezembro, em Lamas de Olo, Vila Real, mas disse ter sido sem querer e que apenas queria assustar.

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O suspeito começou esta segunda-feira a ser julgado por um coletivo de juízes, no Tribunal de Vila Real, e está indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e coação agravada, que ocorreram na noite de passagem de ano (2017 para 2018), na aldeia de Lamas de Olo.

O arguido contou que houve uma discussão durante um convívio da aldeia, que foi insultado e ameaçado pela vítima que depois o seguiu até à sua casa.

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Referiu ter ficado com medo e que, por isso, saiu de casa com a arma, "mas apenas com intenção de assustar".

Já na rua disse ter sido agarrado e que, no meio da confusão, a arma disparou a cerca de um metro e meio da vítima.

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), o arguido ter-se-á aproximado do automóvel onde estava a vítima, que se encontrava ao volante com a janela aberta, apontou a caçadeira ao seu rosto e disparou, matando-a.

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O arguido está ainda acusado de, no trajeto até ao veículo, ter ameaçado um vizinho de que o matava se não se afastasse, quando o mesmo procurava acalmá-lo.

Depois do crime, o suspeito foi para casa onde, na mesma noite, foi detido pelos militares da GNR e depois entregue à Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real.

A vítima tinha 42 anos e dois filhos menores, um dos quais encontrava-se nas proximidades do local quando o pai foi morto e, em tribunal, relatou a discussão entre os dois homens, mas que, ao ver o arguido com a arma, fugiu e ouviu o tiro antes de entrar no café.

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Testemunhos da aldeia referiram que as desavenças entre os dois homens eram antigas.

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