Suspeito de tortura na PSP do Rato fez operação plástica

Intervenção ocorreu após as detenções dos dois primeiros envolvidos. Medidas de coação conhecidas este sábado.

07 de março de 2026 às 01:30
Esquadra do Largo do Rato, onde ocorreu a maioria dos casos descritos na acusação Foto: Direitos Reservados
Óscar Borges é um dos agentes da esquadra do Rato em prisão preventiva Foto: Direitos reservados
Gulherme Leme também está detido ao abrigo do processo Foto: Direitos reservados

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Um dos sete agentes da PSP de Lisboa detidos quarta-feira, na segunda fase da investigação aos atos de tortura na esquadra do Rato, fez uma operação plástica logo após os agentes Guilherme Leme e Óscar Borges (em prisão preventiva na cadeia de Évora) terem sido detidos, em julho de 2025.

A informação foi dada em primeira mão pelo ‘Observador’ e confirmada pelo CM. O polícia, que tomou a decisão de alterar os traços fisionómicos, terá ficado apreensivo ao perceber que existia uma investigação do Ministério Público (MP) às denúncias de detidos que passaram pela esquadra do Rato. Todas apontavam agressões diversas, algumas de gravidade extrema (houve até um caso de sodomização de um detido com um bastão).

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Mal foi decretada a prisão preventiva aos colegas Guilherme Leme e Óscar Borges, o agente acelerou a realização da operação.

O CM sabe que a mesma não lhe alterou radicalmente a fisionomia, mas mudou alguns traços do rosto. A intenção seria dificultar o reconhecimento por parte das alegadas vítimas. O procedimento médico consta, sabe o nosso jornal, da indiciação do MP apresentada ao juiz que, desde quinta-feira, interroga os sete detidos no Campus de Justiça. A leitura do despacho, com as medidas de coação, ficou agendado para as 11h00 deste sábado.

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