Tecnologia contorna renúncias de advogados de Sócrates
Ordem e Conselho Superior de Magistratura fornecem ferramenta digital para acesso a megaprocessos.
José Sócrates voltou esta quarta-feira a ter dois advogados a representá-lo, ambos oficiosos. Luís Carlos Esteves, nomeado pela Ordem, e Humberto Monteiro, que na terça-feira estava de escala no Campus da Justiça e foi chamado à sala de audiências. Este último acabou por abandonar o julgamento quando ficou claro que seria o colega a ficar no processo. Luís Carlos Esteves fica mandatado para defender Sócrates até ao final do julgamento. Mesmo que o ex-primeiro-ministro venha a contratar outro advogado, ficará no processo para prevenir nova renúncia.
Para evitar a repetição do problema e "garantir melhores condições de atuação nos processos de especial complexidade e o regular funcionamento dos tribunais", a OA e o CSM vão disponibilizar uma ferramenta digital a todos os intervenientes. Trata-se do SEGIP (Sistema Eletrónico de Gestão de Informação Processual) e permite "organizar e analisar informação processual de elevada complexidade, integrando factos, provas e intervenientes, e facilitando uma consulta consistente e mais célere".
José Sócrates está pronunciado de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o 'resort' algarvio de Vale do Lobo.
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