Tenta violar duas vizinhas durante boleia à saída de bar nos Açores

Funcionário público e casado, homem raptou as vítimas, de 26 e 51 anos, no seu carro.

16 de julho de 2025 às 16:19
Homem foi detido pela PJ dos Açores Foto: Getty Images
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As duas mulheres, de 26 e 51 anos, saíam a pé de um bar em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, nos Açores, quando um vizinho, de 46 anos, que conheciam e em quem tinham confiança, se ofereceu para lhes dar boleia de carro até casa. Elas aceitaram e embarcaram, sem saberem, em 15 minutos de terror. O homem raptou-as na viatura e tentou violá-las. Cometeu mesmo o crime de coação sexual, ao tentar forçá-las a sexo. Foi travado porque a vítima mais nova conseguiu contactar um amigo por mensagens de WhatsApp, denunciado o que estava a acontecer e o local ermo para onde estavam a ser levadas.

O suspeito, funcionário público, casado e com filhos, foi detido na terça-feira por investigadores da Polícia Judiciária dos Açores. Presente a primeiro interrogatório judicial, ficou em liberdade mas sujeito a apresentações bissemanais à polícia, proibição de contactos com as vítimas e proibição de se aproximar das mesmas a menos de 100 metros.

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Os crimes ocorreram pelas 03h00 do dia 29 de junho. Dada a relação de confiança e proximidade, as mulheres aceitaram a boleia do vizinho, que já estaria alcoolizado. Este apanhou as vítimas dentro do carro e trancou as portas. As duas mulheres passaram nos 15 minutos seguintes por momentos de verdadeiro terror. Enquanto conduzia, o homem apalpou as vizinhas, sujeitando-as a atos sexuais de relevo. Estava a dirigir a viatura para um local ermo quando uma das mulheres conseguiu contactar um amigo por mensagens WhatsApp. Além da descrição do que estava a ocorrer, avisou para onde se dirigiam: um local ermo onde o homem queria consumar a violação.

O amigo da vítima mais nova dirigiu-se de imediato para esse local e surpreendeu o agressor. Este teve de destrancar as portas do carro e as mulheres fugiram de imediato para a viatura do amigo, fugindo do local.

Apresentaram queixa no dia 4 de julho e a PJ investigou o caso e deteve o suspeito, que não tem antecedentes policiais.

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