Tribunal de Beja lê hoje acordão de caso de exploração de imigrantes no Alentejo

Em causa estão 30 crimes de tráfico de pessoas, assim como crimes de auxílio à imigração ilegal, associação criminosa de auxílio à imigração ilegal e branqueamento de capitais.

15 de janeiro de 2026 às 07:11
Tribunal de Beja Foto: Hugo Rainho
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Dezassete arguidos acusados de alegada exploração de trabalhadores imigrantes no Alentejo conhecem esta quinta-feira o acórdão, que será lido às 14:30 no Tribunal de Beja.

Em causa estão 30 crimes de tráfico de pessoas, assim como crimes de auxílio à imigração ilegal, associação criminosa de auxílio à imigração ilegal e branqueamento de capitais, entre outros.

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Este é um dos processos resultantes da denominada "Operação Espelho", desenvolvida pela Polícia Judiciária (PJ) em novembro de 2023, relacionada com a alegada exploração de dezenas de trabalhadores imigrantes em herdades agrícolas no Alentejo.

O julgamento teve início no dia 20 de outubro de 2025, então com um total de 20 arguidos, mas o tribunal decidiu que três deles iriam ser julgados à parte.

Nas alegações finais, o MP pediu a condenação de oito pessoas, a absolvição de outros dois arguidos e de duas empresas (uma de cada um desses arguidos) e a dissolução de cinco empresas.

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Também no Tribunal de Beja está a ser julgado, desde o dia 15 de dezembro de 2025, um outro processo da "Operação Espelho", igualmente centrado na exploração de trabalhadores imigrantes no Alentejo.

Este outro caso envolve 34 arguidos, dos quais 22 pessoas e 12 empresas (havia mais uma, mas na primeira sessão o coletivo de juízes decidiu separá-la para um processo autónomo).

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