Tribunal de Guimarães adia leitura do julgamento do militar da GNR acusado de burla
Militar e mulher, candidata a juíza, acusados de burlas de mais de 400 mil euros.
O tribunal de Guimarães adiou esta quarta-feira para o dia 1 de julho a leitura do acórdão do julgamento de um militar da GNR de Fafe e da mulher, candidata a juíza, acusados de burlas de mais de 400 mil euros.
O adiamento ficou a dever-se a alterações não substanciais de factos comunicadas hoje aos arguidos, que não prescindiram de prazo para análise.
Paulo Gomes, advogado do militar, referiu que a alteração pode levar à necessidade de nova produção de prova.
Guarda e candidata a juíza, assim como os pais do militar, são acusados de pedir empréstimos, alguns a idosos, que não chegavam a devolver. O dinheiro era usado para aquisição de bens de luxo.
A acusação sustenta que o esquema passou por o pai do GNR, "muito conhecido, considerado e com boa reputação na sua área de residência, acolitado pela sua mulher sempre que necessário, pedir dinheiro emprestado a pessoas que nele confiavam, geralmente pessoas de idade, enganando-as com uma simulada situação de urgência e aflição".
O MP considerou indiciado que o militar da GNR, "tendo, conjuntamente com a sua mulher, rendimentos modestos, mas pretendendo, além do mais, viajar, frequentar hotéis e restaurantes de luxo, adquirir roupas de marcas dispendiosas e viaturas de gama alta, engendrou um esquema" para obter as quantias monetárias necessárias àquela vida de luxo, "à custa de terceiros".
O pai do GNR alegaria uma falsa prisão iminente do seu filho, decorrente de problemas com a justiça e/ou com uma também falsa possível expulsão daquela força policial.
"No contexto da alegação, o dinheiro seria necessário para acudir a pagamentos devidos em tribunal, para evitar os referidos desfechos", acrescenta a acusação.
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