Tribunal já enviou confissão de homicida
Min. Público de Felgueiras mandou para Guimarães declarações de homicida confesso. Serão anexas ao processo em que Armindo pede para ser solto.
O Ministério Público de Felgueiras enviou ontem ao final da tarde, para o Tribunal de Guimarães, todas as declarações que Artur Gomes prestou à Polícia Judiciária e nas quais confessa ter assassinado não só a vizinha Sónia Soares, mas também Odete Castro, de 73 anos. Os documentos vão ser anexos ao processo de Armindo Castro – que está preso pelo homicídio da idosa – e no qual este pede para ser solto.
No requerimento apresentado ontem de manhã pela defesa, o advogado Paulo Gomes refere que não existe motivo para que o jovem, de 29 anos, continue na cadeia, onde está há dois anos e meio. Foi condenado a 12 anos de cadeia pela morte da tia, em Joane, concelho de Vila Nova de Famalicão.
"É como se costuma dizer, mais vale mil culpados soltos do que um inocente preso", afirma Paulo Gomes, no requerimento, considerando que o depoimento de Artur Gomes – que está preso, tal como a mulher Júlia Lobo – demonstra credibilidade. Paulo Gomes diz também no requerimento que não tem dúvidas de que a inocência do seu cliente será finalmente provada. Pede, por isso, que Armindo seja solto, mediante apresentações uma vez por semana às autoridades. "É provável (inevitável diremos) que se venha a apurar que o aqui arguido não tem que ver com os factos pelos quais foi condenado", garante o advogado de Armindo.
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