Tromba-d’água ao largo de Portimão

Os amigos Nelson, Helder e Herlander estavam ontem à tarde, cerca das 14h50, a praticar surf e bodyboard na Praia da Rocha, em Portimão, quando avistaram uma imensa nuvem escura, de onde saiu um vórtice branco que atingiu a água. O fenómeno, que não causou danos, é igual a um tornado, mas, como se deu no mar, chama-se tromba-d’água.

22 de abril de 2011 às 00:30
PORTIMÃO, TROMBA D'ÁGUA, TORNADO Foto: Miguel Veterano Júnior
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"Deve ter durado uns cinco minutos", garantiram os amigos, que viram um primeiro funil a chegar à água, tendo este depois perdido força e voltado a reconstituir-se, a cerca de dois quilómetros da costa .

Na esplanada Oriental, com vista para o mar, estavam duas dezenas de pessoas. "Muitas aproveitaram para tirar fotografias, mas houve uma meia dúzia que teve medo de que aquilo chegasse a terra e foi embora", relatou Carlos Sampaio, empregado de mesa. Na fortaleza de Santa Catarina, em frente ao areal da Praia da Rocha, encontravam-se muitos turistas. "Acho que o fenómeno gerou mais curiosidade do que receio nas pessoas", disse António Guimarães, que trabalha no café local.

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INSTABILIDADE ATMOSFÉRICA GERA FENÓMENO

As condições de instabilidade do tempo que se fazem sentir são "favoráveis à formação de supercélulas, que podem ou não originar este tipo de fenómenos ", explicou ao Correio da Manhã Margarida Gonçalves, do Instituto de Meteorologia, que a meio da tarde desconhecia o que se tinha passado na Praia da Rocha. A meteorologista referiu que se o fenómeno acontecer em terra se chama tornado; no caso de se formar no mar, é tromba-d’água. Uma supercélula pode gerar uma coluna de ar de grande intensidade, com movimentos descendentes e ascendentes. Os ventos podem atingir mais de 130 quilómetros por hora, sendo feito o cálculo da intensidade a partir dos estragos provocados.

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