Tuberculose ataca guardas prisionais
Serviços Prisionais admitem um caso, mas sindicato fala em 25.
Desde o final do verão que a tuberculose, doença altamente contagiosa, persiste entre os guardas prisionais na cadeia de Setúbal. Os Serviços Prisionais não respondem sobre se já localizaram o foco de infeção e, apesar de admitirem apenas conhecer um caso, dizem que "aguardam o resultado de 14 testes de funcionários". Já o sindicato dos guardas assegura conhecer 25 casos (vinte guardas e cinco funcionários).
Fonte dos Serviços Prisionais disse que a doença surgiu após o diagnóstico positivo de um guarda regressado de férias, e que entrou em baixa médica. A partir daí, acrescenta, "o Centro Pneumológico de Setúbal já rastreou os 92 trabalhadores da prisão (72 dos quais guardas), não tendo comunicado qualquer caso positivo", diz.
O Sindicato Nacional da Guarda Prisional rebate esta informação. Jorge Alves, presidente da estrutura, garantiu conhecer 25 casos positivos naquela cadeia.
"Um guarda está de baixa, por perigo de contágio, e os outros estão a trabalhar, mas medicados e com acompanhamento médico", explicou. O responsável disse conhecer mais um foco de tuberculose, desta feita na cadeia feminina de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. "Uma reclusa contraiu a doença e as guardas que contactaram com ela fizeram testes. Sabemos de uma guarda infetada", apontou Jorge Alves. Os Serviços Prisionais confirmam o foco de doença, mas dizem desconhecer guardas infetadas. Outra doença contagiosa já detetada é a sarna, com casos em Paços de Ferreira e em Setúbal.
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