Vítima de homicídio exumada
Juiz que julga Ana Saltão quer radiografia ao cadáver.
Uma avaria no equipamento de raio X do Instituto de Medicina Legal de Coimbra impediu, em 2012, que o cadáver de Filomena Gonçalves, assassinada a tiro, fosse radiografado.
Mais de quatro anos após o crime, o juiz-presidente do tribunal de júri que vai julgar Ana Saltão – a inspetora da Polícia Judiciária do Porto acusada de matar a idosa, avó do marido – ordenou a exumação do cadáver para realizar a radiografia.
O objetivo desta diligência, que vai ter lugar no dia 26 de abril, no cemitério da Conchada, é esclarecer o número de projéteis que atingiram Filomena Gonçalves, de 80 anos.
O relatório da autópsia refere 14, mas o Supremo Tribunal de Justiça, que ordenou a repetição do julgamento, ficou com dúvidas: "Quantos orifícios de projéteis existiam no corpo da vítima: 14, 15 ou 16?". Esta é uma das questões levantadas no acórdão à qual o tribunal de júri terá de dar resposta.
Este exame permitirá localizar balas que eventualmente tenham ficado alojadas no corpo da vítima e que a autópsia não tenha detetado.
A primeira audiência do julgamento está marcada para dia 22 de maio.
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