Voto unânime contra fecho de balcões da Caixa Geral de Depósitos
Contestação uniu os vereadores do PSD e CDS, assim como os socialistas e da CDU.
A Câmara de Braga aprovou esta segunda-feira por unanimidade uma moção contra o fecho de balcões da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no concelho, argumentando que tal vai "prejudicar" "o desenvolvimento social e económico".
Na habitual conferência de imprensa após a reunião do executivo, o vereador da CDU, Carlos Almeida, autor da moção, mostrou satisfação pela sintonia entre o executivo mas realçou que a decisão pelo não encerramento dos balcões do banco público de Celeirós, S. Vicente e Nogueira não depende da autarquia.
No mesmo sentido, o presidente da câmara, Ricardo Rio, afirmou que a tomada de posição do executivo é "objetivamente muito pouco", atendendo a quem tem o poder de decisão, mas que isso também "não desonera" a responsabilidade da autarquia.
O PS, pela voz de Miguel Corais, realçou a importância deste voto e assumiu que terá "uma intervenção firme no mesmo sentido, junto do Governo e da Administração da Caixa Geral de Depósitos, que a possa dissuadir de tais objetivos".
O texto salienta que a CGD "é uma instituição bancária pública que deve estar ao serviço do povo e do País" e que a sua "recapitalização não pode servir de pretexto para aplicar "reestruturações" que promovam o encerramento de agências, o despedimento de trabalhadores e o enfraquecimento do seu papel enquanto banco público, para dessa forma defender os interesses da banca privada".
O executivo deliberou ainda enviar a moção aprovada "para a Administração da Caixa Geral de Depósitos, o Sr. primeiro-ministro, o Sr. presidente da Assembleia da República e todos os Grupos Parlamentares com assento na Assembleia da República".
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