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Correio da Manhã

Sociedade
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Fecho da CGD em Rio Meão deixa 5 mil residentes sem banco nem caixa multibanco

Câmara de Santa Maria da Feira negoceia com a Caixa Agrícola abertura de balcões na região.
Lusa 25 de Junho de 2018 às 12:56
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
Agência da Caixa Geral de Depósitos em Rio Meão
O presidente da Junta de Rio Meão disse esta segunda-feira que o encerramento na sexta-feira da Caixa Geral de Depósitos (CGD) dessa freguesia de Santa Maria da Feira deixará os seus 5.000 habitantes sem nenhum banco ou máquina Multibanco.

"Isto não é admissível numa terra onde o balcão da Caixa até tinha resultados muito bons e era o único disponível para uma freguesia com 5.000 habitantes e inserida num eixo económico importante - com muita indústria, sobretudo de ferragens, mas também de cortiça e calçado, e com estabelecimentos de referência de diversão noturna, para cujos clientes as caixas Multibanco são muito importantes", explica Mário Jorge Reis à Lusa.

"A CGD não pode encerrar balcões assim, sem critério, sem pré-aviso e em total desrespeito para com o Poder Local democrático, quando, para os assuntos que lhe interessa, sabe chamar os contribuintes a ajudar o banco e são eles a recapitalizá-lo", realça.

A crítica de Mário Jorge Reis à falta de pré-aviso deve-se "ao facto de que não houve ainda qualquer comunicação formal à Junta de Freguesia" sobre o enceramento do banco: "Tudo o que recebemos foi enquanto clientes como os outros, através de uma carta que nem sequer veio pelo correio - deixaram-na na porta da Junta, [segura] entre o vidro e um cartaz".

Essa missiva informava que, a partir do dia 2 de julho, os clientes deveriam procurar os serviços da CGD no balcão da freguesia vizinha de Santa Maria da Lamas, o que o presidente da Junta de Rio Meão diz não ser fácil para todos, porque, sem viatura própria, no horário de funcionamento do banco "só haverá um autocarro público a funcionar, e com sorte!".

A ausência de pré-aviso formal reveste-se de gravidade acrescida devido ao que a Junta considera "duas outras jogadas": a falta de antecipação não permitiu antecipação suficiente para "pressionar as negociações" com outras instituições bancárias convidadas a instalarem-se na freguesia e vem dificultando o esclarecimento dos clientes da CGD, que estão a ser convencidos a não transferir as suas contas para outros bancos "com a promessa ilusória de um cartão de débito gratuito, quando a verdade é que só estão isentos de anuidade por um ano".

Entretanto, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira revelou que está em "negociações avançadas" com a Caixa de Crédito Agrícola com vista a que essa instituição abra novas dependências em Rio Meão e também em Romariz - outra freguesia do concelho em que a CGD deverá encerrar um balcão na próxima sexta-feira.

"Estamos a trabalhar para que as populações atingidas pelo encerramento dos balcões da CGD não fiquem desprotegidas", afirma em comunicado o presidente da Câmara, Emídio Sousa.
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