Eleitos por Viseu querem saber se o ministro das Finanças está "disponível para encetar esforços no sentido de reverter a decisão".
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Os deputados do PSD eleitos por Viseu questionaram esta quarta-feira o Governo sobre o fecho de balcões da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Desterro, Lamego, e em Abraveses, Viseu.
"Por opção do Governo, e ao arrepio do seu discurso e do dos partidos que o suportam, o plano de capitalização e reestruturação da Caixa Geral de Depósitos prevê o encerramento de balcões e a redução de trabalhadores deste banco público", recordam os deputados, aludindo ao encerramento anunciado de 70 balcões da CGD.
Por esse motivo, os parlamentarem querem saber quais os critérios que estiveram na base da seleção destes dois balcões referidos e pretendem ainda saber se o ministro das Finanças está "disponível para encetar esforços no sentido de reverter a decisão".
Recordam que o balcão do Desterro é "utilizado pelas populações da vasta área rural do sudeste do concelho de Lamego e que se localiza nas proximidades da maior área industrial do concelho e do hospital que serve toda a região do Douro Sul. Na sua envolvente existem ainda importantes unidades escolares, militares e comerciais, de que se destacam dois hipermercados"
Sobre Abraveses, dizem tratar-se de um espaço utilizado pelas populações das freguesias de Abraveses, Bodiosa, Calde, Campo, Lordosa e Ribafeita, num total de mais de 21.000 pessoas.
A CGD vai fechar cerca de 70 agências este ano, a maioria já este mês e nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, indicou, na segunda-feira, em comunicado, o banco público.
A CGD não indicou quantas são exatamente as agências que fecharão até final de junho nem onde se situam, dizendo apenas que muitos desses balcões estão em áreas urbanas.
"Tal como a CGD em diversas circunstâncias já afirmou publicamente, este ano serão encerrados cerca de 70 balcões, a maioria dos quais no final do presente mês de junho", explicou o banco.
As agências a encerrar, garantiu, "foram objeto de análise e, além da sua atividade e resultado económico, foram tidas em consideração questões como as acessibilidades a outras agências da CGD e a mobilidade da população, resultando deste facto que a maioria das agências a encerrar se situe nos maiores centros urbanos do país, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Porto".
A CGD tinha 587 agências em Portugal no fim de 2017 e quer chegar ao final deste ano com cerca de 517.
A redução da operação da CGD, incluindo o fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia como contrapartida pela recapitalização do banco público feita em 2017.
Em 2017 já tinha fechado 67 balcões, encerramentos que provocaram muita polémica e protestos, sendo o mais conhecido o caso de Almeida.
Assim, com o encerramento destes 70 balcões, a CGD terá ainda de fechar mais 43 balcões nos próximos dois anos.
Segundo informações recolhidas pela Lusa nas últimas semanas, entre as agências da CGD que irão fechar estão São Vicente da Beira (Castelo Branco), Darque (Viana do Castelo), Grijó e Arcozelo (Gaia), Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar), Prior Velho (Loures), Alhandra (Vila Franca de Xira), Abraveses e Rua Formosa (Viseu), Louriçal (Pombal) e Avanca (Estarreja).
SSS (DF/IM) // MSF
Lusa/fim
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