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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Assassinado à facada

Um brasileiro de cerca de 30 anos foi morto à facada anteontem à noite, em Almancil, presumivelmente por um conterrâneo. Conhecido naquela freguesia de Loulé por Wilson, o imigrante foi assassinado na via pública perante várias testemunhas. Pelo menos quatro foram ouvidas ontem de manhã pela Directoria de Faro da Polícia Judiciária que até ao fim da tarde não confirmara qualquer detenção.

21 de novembro de 2006 às 00:00

O crime foi praticado cerca das 22h00, nas traseiras de dois prédios da Rua Vale Formoso, para onde, apesar de ferido, Wilson conseguiu fugir através de um túnel. Foi perseguido pelo agressor.

“Ouvi gritos e fui à janela ver o que se passava. Vi dois homens no chão envolvidos numa luta. Um outro agarrou num deles e alguém gritou: ‘Vamos cara, você já o matou’”, revelou ao CM uma das testemunhas que, preferindo o anonimato, diz ter visto o agressor desferir um pontapé na cabeça de Wilson, antes de fugir.

Vários populares revelaram ao CM terem visto um brasileiro ser detido poucos minutos depois do homicídio, pela GNR de Almancil, nas traseiras do edifício ‘Poço Novo’, junto ao qual ficou o cadáver da vítima “com várias facadas”. Ontem, a PJ recusou comentar o caso, mas garantiu não estar detido qualquer suspeito do crime.

O CM apurou que na PJ foram ouvidas pelo menos quatro pessoas: uma mulher e três homens, todos brasileiros, por alegadamente terem presenciado algumas agressões infligidas à vítima.

Um dos homens e a companheira, moradores no ‘Poço Novo’, estavam na rua. “Saí para conversar com dois amigos, mas a minha mulher puxou-me para dentro do prédio, porque havia briga e vira uma faca”, revelou o morador que, refugiando-se no anonimato, alega não conhecer a vítima nem o homem que diz ter sido detido pela GNR e entregue à PJ, presumivelmente como suspeito do homicídio.

Uma detenção presenciada por vários populares. Um comerciante referiu ter visto um indivíduo “enrolado num cobertor a ser levado pela GNR” e que no local foi “encontrada uma faca de cozinha com sangue”.

A mesma testemunha avança ainda que o móbil do crime pode estar associado a “questões de droga”.

"AMEAÇAVA TODA A GENTE DE MORTE"

Wilson era cliente do bar O Lago, localizado no Jardim das Comunidades, onde começou a ser visto no fim de Outubro. Ninguém sabe onde vivia, mas todos lhe conheciam a mesma história: segundo revelaram vários clientes do estabelecimento, que solicitaram o anonimato, Wilson terá dividido a mesma casa com um outro brasileiro, detido no dia 9 deste mês em Salou (Espanha) pelo crime de roubo. Este homem, semanas antes, terá furtado todo o dinheiro que Wilson

tinha, antes de fugir para o país vizinho. “Dizia que, se o encontrasse, dava cabo dele”, revelaram as mesmas fontes, que salientam a predisposição do imigrante para a ameaça: “Quando estava sóbrio era pacífico, mas depois de beber ameaçava toda a gente de morte.” Nas horas calmas Wilson, que trabalhava como operário da construção civil, mostrava as fotos dos dois filhos – um rapaz e uma rapariga –, que deixara no Brasil. “Estava sempre a falar deles”, revelam as nossas fontes.

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