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Diretora de lar acusada de abuso sexual de menor

Vânia Pereira está acusada de 24 crimes.

30 de outubro de 2015 às 01:00

Crianças algemadas a móveis, amarradas com lençóis, trancadas na despensa e arrecadação, sem alimentação e obrigadas a urinar para o chão ou para um copo. É este o cenário descrito na acusação do DIAP de Évora contra sete mulheres do Lar Nossa Senhora de Fátima, em Reguengos de Monsaraz, além do provedor da Santa Casa da Misericórdia local, responsável pela instituição.

A diretora do lar e principal arguida, Vânia Pereira, de 35 anos, é acusada de abuso sexual sobre menor dependente, além dos crimes de maus-tratos, sequestro agravado e peculato – por se ter apropriado de subsídios dos menores .

Segundo a acusação, a que o CM teve acesso, Vânia Pereira "começou a desenvolver uma relação de maior proximidade" com um menor, de 14 anos, em 2009, "com o propósito de vir a manter um relacionamento sexual". "Dava-lhe dinheiro para que ele comprasse tabaco, oferecia-lhe telemóveis e artigos de vestuário, levava-o à praia e de férias e manteve um relacionamento íntimo com o mesmo, com um período de coabitação", lê-se na acusação, onde se explica que a impunidade deste menor, que "chegou a queimar outras crianças com cigarros", agravou os episódios de violência na instituição.

A diretora é ainda acusada de chamar às crianças "burros, parvos e deficientes". Dois dos episódios mais chocantes dizem respeito a um menor que foi agredido com bofetadas, fechado e algemado na despensa e a uma menina que foi amarrada e amordaçada com lençóis, para não gritar, e trancada à chave numa arrecadação.

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