Pe. António Baptista impediu-a de tomar pequeno-almoço 3 meses.
Idosa presa à cama e proibida de comer
Os castigos do padre António Baptista, de 85 anos, eram verdadeiros atos de tortura. Em 2014, uma idosa de 75 anos, doente e debilitada, conseguiu soltar-se das amarras que a prendiam à cama, durante a noite, e tirou a algália. Ignorando o estado de saúde da utente, o diretor da Obra do Calvário, pertencente à Casa do Gaiato de Beire, em Paredes, colocou-a sozinha num quarto e, apesar de estar ferida, voltou a prendê-la à cama com tiras de tecido, e deixou-a sem tomar o pequeno-almoço durante três meses – não permitindo que esta fosse hospitalizada.
Em isolamento, no espaço exíguo e sem condições de higiene, o estado de saúde da idosa piorou e, em outubro de 2014, necessitou mesmo de receber tratamento clínico. Por indicação médica, foi colocada à vítima uma sonda nasogástrica (sonda plástica ou de borracha, flexível, para administrar medicamentos e alimentos). O médico deu indicação expressa de que a idosa não poderia, em momento algum, estar sem o tubo de alimentação.
No entanto, e desprezando as recomendações, o padre António Baptista, que não tem qualquer formação na área da saúde, retirou a sonda à idosa, lavou-a e voltou a colocar-lha, causando-lhe sofrimento.
Mas não foi apenas neste caso que o sacerdote agiu como se fosse um técnico de saúde. Em janeiro de 2015, suturou com dois pontos, um golpe que uma idosa sofreu na cabeça – após uma agressão. Usou um spray e instrumentos semelhantes aos dos médicos. O padre foi acusado de 13 crimes de maus-tratos e um de ofensas corporais.
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