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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Máfia de Braga perde recurso na Relação

Acórdão confirma excecional complexidade do processo, que alargou prazos da prisão preventiva.

10 de fevereiro de 2018 às 09:52

Os juízes do Tribunal da Relação do Porto confirmaram, em acórdão, a excecional complexidade decretada durante o julgamento da Máfia de Braga, no qual seis arguidos foram condenados à pena máxima pela morte do empresário João Paulo Fernandes, em março de 2016.

Nessa fase processual, o juiz William Themudo tinha decidido a excecional complexidade. Tal evitou, então, que os arguidos fossem libertados a 17 de novembro de 2017.

A lei diz que, nos casos de criminalidade violenta, os suspeitos apenas podem permanecer um ano e seis meses em prisão preventiva, sem que tenha existido decisão de 1ª instância. Com a excecional complexidade, os prazos limite da prisão preventiva estenderam-se por mais um ano.

Na altura, o juiz alegou, entre outros motivos, que o processo tinha 45 volumes e 14 mil folhas, dando conta de que seria impossível proferir o acórdão até 17 de novembro. Os arguidos contestaram e perderam.

"Neste caso, a reunião de uma série de circunstâncias, que, por si só, implicaram apenas um labor mais esforçado, ditou uma complexidade anormal do processo", diz a Relação do Porto.

Nesta altura, e já com condenações, os arguidos nunca seriam soltos, uma vez que havendo veredicto de 1ª instância, os prazos de preventiva estendem-se. A 20 de dezembro último, os seis arguidos - entre eles o advogado Pedro Bourbon e o bruxo da Areosa, Emanuel Paulino - apanharam 25 anos.

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