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Protesto teve mais polícia do que 'coletes amarelos'

Elementos da extrema-direita contaminam protesto. PSP fez seis detenções, todas em Lisboa. Fraca adesão e divisões entre os manifestantes que saíram à rua.

22 de dezembro de 2018 às 01:55

Para alguns foi um "fracasso", um protesto com "mais polícias do que manifestantes" que foi "contaminado pela extrema-direita". Para outros "o primeiro passo de um movimento sem ligações políticas ou sindicais", mas que acabou com detenções de um elemento do PNR e de um guarda prisional da Carregueira conotado com grupos neonazis, dois dos seis detidos, todos em Lisboa, pela PSP.

O movimento ‘Vamos Parar Portugal’ queria bloquear pontes e autoestradas, mas devido à fraca adesão criou apenas complicações de curta duração em locais como o Marquês de Pombal (Lisboa), a Boavista (Porto) e outros dos 17 pontos do País onde houve protestos de alguma dimensão.

Em Lisboa, verificou-se uma espécie de dança entre polícias e ‘coletes amarelos’ na rotunda do Marquês de Pombal. A cada tentativa de corte da circulação as autoridades respondiam com um cordão policial que impedia esse objetivo. E houve até momentos insólitos, como a divisão entre manifestantes que queriam ir até à Assembleia da República e outros que queriam ficar na Marquês do Pombal.

Da mesma forma, quando questionados pelo comandante da 1ª Divisão da PSP sobre até quando iriam permanecer naquele local, a resposta foi "até sermos recebidos pelo Governo". "Mas não é aqui que vão ser recebidos pelo Governo", replicou o responsável. Nos coletes liam-se frases como ‘menos impostos’ ou ‘combustíveis mais baratos’, mas também havia quem pedisse ‘tuning legal’. O protesto manteve-se até ao cair da noite, com pequenas escaramuças. Mas, novamente, mais polícias do que manifestantes.

No Porto, cerca de 100 pessoas concentraram-se, inicialmente, junto ao nó de Francos, na Boavista, e atravessaram as passadeiras repetidamente, para impedir o tráfego automóvel. Ouviram-se gritos de protesto e o Hino Nacional, distribuíram-se panfletos e, apesar de não haver violência, mais de uma dezenas de pessoas foram identificadas por "linguagem agressiva" – uma delas foi levada para a esquadra por não ter identificação e envergar um colete à prova de bala. Com J.E.C.

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