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Correio da Manhã

Portugal
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Suspeito de esfaquear médico na urgência de Peniche fica em liberdade

A administradora do CHO afastou qualquer hipótese de falta de segurança naquela unidade hospitalar.
Lusa 26 de Fevereiro de 2019 às 19:57
Homem entra em hospital de Peniche e dá três facadas em cirurgião
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Homem entra em hospital de Peniche e dá três facadas em cirurgião
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
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Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Homem entra em hospital de Peniche e dá três facadas em cirurgião
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
Médico esfaqueado por doente no Hospital de Peniche
O homem que, na segunda-feira, esfaqueou um médico dentro da urgência do hospital de Peniche ficou em liberdade depois de ter sido esta terça-feira presente a primeiro interrogatório no tribunal daquela cidade do distrito de Leiria, disse fonte da PSP.

A fonte disse à agência Lusa que o suspeito foi constituído arguido e foi-lhe aplicada a medida de coação de termo de identidade e residência, baixando o caso a inquérito.

Segundo a presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste, Elsa Banza, na segunda-feira, quando o suspeito ia para uma consulta na urgência viu o médico cirurgião, de 60 anos, na sala de pequenas cirurgias e desferiu-lhe "três facadas na zona das nádegas".

O crime "não foi no âmbito de uma consulta àquele doente", esclareceu.

O médico foi transportado "com ferimentos superficiais" para a urgência de Caldas da Rainha, onde se encontra internado, mas está "estável e não está em risco de vida".

O Centro Hospitalar do Oeste comunicou o crime à PSP, que deteve o suspeito ainda nas instalações hospitalares.

Segundo a administradora, trata-se de um doente com "patologia psiquiátrica" que recorre com frequência ao hospital de Peniche, onde conhece os profissionais de saúde e as instalações.

A Ordem dos Médicos lamentou a agressão, considerando que "este caso é o espelho da grave situação de insegurança que se vive no SNS [Serviço Nacional de Saúde] e de um clima de conflitualidade institucional que, infelizmente, é alimentado pela própria tutela e que não dignifica nem beneficia ninguém".

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul manifestou solidariedade para com o cirurgião, referindo que "a violência e a intimidação sobre médicos e outros profissionais de saúde no exercício da profissão são inadmissíveis" e que "as administrações devem ser responsabilizadas pela segurança dos profissionais nos locais de trabalho".

A administradora do CHO afastou qualquer hipótese de falta de segurança naquela unidade hospitalar.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e de Peniche, e detém uma área de influência constituída pelas populações daqueles três concelhos, Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã, e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro).
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