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Empresário do 'jet set' de Cascais pagava jantares e festas de luxo a menores em troca de sexo

António Olmos ficou em prisão preventiva. Aliciava menores com dinheiro e terminava os encontros com relações sexuais.

18 de outubro de 2020 às 01:30

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Abusos ocorriam no interior desta casa, uma moradia de luxo junto à Boca do Inferno, em Cascais
Abusos ocorriam no interior desta casa, uma moradia de luxo junto à Boca do Inferno, em Cascais Vítor Mota
António Olmos
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Na denúncia, o homem avisava que poderia haver mais vítimas pois já havia relatos da presença deste ‘predador’ em várias zonas de Cascais. Os inspetores da PJ foram para o terreno e em poucos dias desvendaram um caso de pedofilia que deixou vítimas nos últimos 20 anos. Na quinta-feira o principal suspeito foi detido na mansão de luxo a poucos metros da Boca do Inferno. Trata-se de António Olmos, um empresário de 74 anos conhecido pela coleção de arte de que é proprietário e pela presença nos circuitos do jet set de Cascais. Ficou em prisão preventiva.

Segundo o CM apurou, as diligências da PJ no terreno apuraram que António Olmos deslocava-se com frequência a escolas e colégios privados e a um clube de râguebi da cidade onde aliciava os menores. Pagava-lhes jantares, saídas à noite para bares e deixava-os conduzir o Bentley. Depois convidava-os para se juntarem em casa dele e continuar a festa. No final, dava-lhes dinheiro. De acordo com o relato de um dos jovens que frequentavam a casa, os valores variavam “dependendo do que faziam”.

Os relatos feitos à PJ deixaram perceber que o empresário mantinha este esquema há pelo menos 20 anos, havendo vítimas que atualmente já são casadas e têm filhos, mas nunca denunciaram a situação. Embora alguns destes crimes já estejam prescritos, os dados recolhidos permitem perceber que terá feito dezenas de vítimas, sobretudo de classe média-alta.

O pai de um dos jovens abusados relatou à SIC que António Olmos começava por seduzir menores com 14 anos, que “alimentava” com ofertas ao longo do tempo, mas “tinha o cuidado de só avançar para os atos sexuais” quando estes já tinham 16 anos, o que em termos judiciais poderá reduzir a moldura penal que venha a ser aplicada durante o julgamento.

Admite relações a juiz mas alega que tudo foi consentido

Presente ao Tribunal de Cascais, António Olmos admitiu ter mantido relações sexuais com alguns dos jovens, mas disse que tudo foi consentido pelos mesmos. O juiz não teve dúvidas e mandou o empresário em prisão preventiva.

Microcarros parados à porta

De acordo com vizinhos, era frequente ver vários microcarros (automóveis que podem ser conduzidos por menores de 18 anos e que são muito populares entre os jovens de Cascais) parados junto à moradia de António Olmos, sobretudo durante a noite.

PORMENORES

Lenocínio e pornografia

Além de crimes de abuso sexual, António Olmos está também indiciado por lenocínio e pornografia de menores.

Filmes de sexo gay

Um dos jovens que frequentavam a casa de António Olmos relata que era frequente o empresário pôr pornografia gay para todos verem em conjunto. Depois avançava sobre os menores.

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