Presidente da República afirma que não chegou a falar com o diretor da PJM, apesar da sugestão do ex-ministro.
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O Presidente da República garantiu esta quinta-feira que nunca falou com o diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) sobre o furto das armas de Tancos, mas admite que o ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, lhe sugeriu que tivesse uma reunião com o coronel Luís Vieira. A investigação do assalto aos paióis nacionais estava nas mãos da PJ civil, mas a PJM queria continuar com o caso. No depoimento escrito enviado ao Tribunal de Santarém, Marcelo Rebelo de Sousa revelou que só soube do achamento do material de guerra pela comunicação social.
O Chefe de Estado foi chamado a esclarecer duas questões: uma reunião em Tancos no dia 4 de julho de 2017 e as circunstâncias em que teve conhecimento do aparecimento das armas, a 18 outubro de 2017. “No termo da reunião, já à saída, por sugestão do senhor ministro da Defesa para que falasse com o diretor da PJM, o Presidente da República chamou-o e disse-lhe que iria falar com ele, oportunamente. O que não viria afinal a ocorrer”, explicou. “O Presidente da República decidiu ter como interlocutor, apenas, a senhora Procuradora-Geral da República (PGR), naturalmente sempre dentro dos estritos limites da lei, nomeadamente, da autonomia do Ministério Público (MP)”.
Já relativamente às circunstâncias em que teve conhecimento do aparecimento das armas e de que poderia haver uma encenação, o que soube a 25 de julho de 2018 pela PGR, Marcelo afirma que “não recebera, sobre esse aparecimento, qualquer outra comunicação anterior, nem do Governo, nem de chefias militares, nem de Belém, nomeadamente da Casa Militar, seu Chefe, Assessores ou Ajudantes de Campo”. Adiantou que, “no mesmo dia ou no seguinte”, a Procuradora-Geral da República mostrava-se “indignada com a marginalização do MP, que considerava ilegal e muito grave”.
O Presidente da República garantiu esta quinta-feira que nunca falou com o diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) sobre o furto das armas de Tancos, mas admite que o ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, lhe sugeriu que tivesse uma reunião com o coronel Luís Vieira. A investigação do assalto aos paióis nacionais estava nas mãos da PJ civil, mas a PJM queria continuar com o caso. No depoimento escrito enviado ao Tribunal de Santarém, Marcelo Rebelo de Sousa revelou que só soube do achamento do material de guerra pela comunicação social.O Chefe de Estado foi chamado a esclarecer duas questões: uma reunião em Tancos no dia 4 de julho de 2017 e as circunstâncias em que teve conhecimento do aparecimento das armas, a 18 outubro de 2017. “No termo da reunião, já à saída, por sugestão do senhor ministro da Defesa para que falasse com o diretor da PJM, o Presidente da República chamou-o e disse-lhe que iria falar com ele, oportunamente. O que não viria afinal a ocorrer”, explicou. “O Presidente da República decidiu ter como interlocutor, apenas, a senhora Procuradora-Geral da República (PGR), naturalmente sempre dentro dos estritos limites da lei, nomeadamente, da autonomia do Ministério Público (MP)”.Já relativamente às circunstâncias em que teve conhecimento do aparecimento das armas e de que poderia haver uma encenação, o que soube a 25 de julho de 2018 pela PGR, Marcelo afirma que “não recebera, sobre esse aparecimento, qualquer outra comunicação anterior, nem do Governo, nem de chefias militares, nem de Belém, nomeadamente da Casa Militar, seu Chefe, Assessores ou Ajudantes de Campo”. Adiantou que, “no mesmo dia ou no seguinte”, a Procuradora-Geral da República mostrava-se “indignada com a marginalização do MP, que considerava ilegal e muito grave”.PORMENORES
Cinco horas e meia a depor
Esta sexta-feira o Tribunal de Santarém esteve a ouvir, durante cinco horas e meia, o arguido Bruno Ataíde, que continuará a depor na próxima segunda-feira.
O arguido confirmou ter dito a João Paulino, autor confesso do furto, que a recuperação do armamento estava a ser seguida pelo ministro da Defesa.
João Paulino tinha medo
Bruno Ataíde, que é militar na GNR de Loulé, afirmou que João Paulino nunca lhe disse que participou no furto e tinha medo de ser associado ao crime.
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