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Artigo exclusivo

Ministério Público diz que ódio racial esteve na origem da morte a tiro do ator Bruno Candé

Reformado de 76 anos matou artista, de 39, em Loures, com cinco tiros à queima-roupa.

20 de janeiro de 2021 às 01:30

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Bruno Candé tinha 39 anos
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O Ministério Público refere, baseado na investigação da PJ, que os dois homens se desentenderam três dias antes, após Evaristo ter enxotado o cadela do ator com bengaladas. O reformado virou-se para Bruno Candé dirigindo-lhe vários insultos raciais: “Vai para a tua terra, preto! Tens toda a família na senzala e devias também lá estar!” Disse ainda impropérios contra os pais do ator, após o que tentou atingi-lo com a bengala, gritando: “Preto de m***! Eu mato-te!”

O ator empurrou o idoso, para se defender, e entrou num carro, saindo do local - ao mesmo tempo que Evaristo (ex-combatente 1966/68) lhe gritava: “Tenho lá armas em casa do Ultramar e vou-te matar!”

O Ministério Público sustenta que foi nesse momento que o reformado se decidiu a matar o ator. Começou a andar sempre armado e a passar várias vezes no local onde sabia que Candé parava com a cadela. Ao terceiro dia, pelas 13h20, encontrou o ator, retirou a pistola do coldre e disparou um tiro, fazendo Candé ir ao chão. Com a vítima prostrada, deu-lhe mais quatro tiros no tórax e abdómen. Foi travado por populares.

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