page view

Artigo exclusivo

Antigos responsáveis do BES e GES 'limpam' 72,5 milhões de euros com perdão fiscal

Ricardo Salgado declarou o valor mais alto no RERT III: 26,45 milhões de euros. O banqueiro tinha o dinheiro na Suíça.

24 de abril de 2021 às 01:30

1 / 5

José Manuel Espírito Santo, antigo administrador do BES
José Manuel Espírito Santo, antigo administrador do BES Jorge Paula
Ricardo Salgado liderou o BES e o  GES durante mais de 20 anos
Ricardo Salgado liderou o BES e o GES durante mais de 20 anos David Cabral Santos
Manuel Fernando Espírito Santo, ex-administrador do BES
Manuel Fernando Espírito Santo, ex-administrador do BES TIAGO PETINGA/lusa
António Ricciardi foi administrador da Espírito Santo Financial Group, firma da família Espírito Santo e dona do BES
António Ricciardi foi administrador da Espírito Santo Financial Group, firma da família Espírito Santo e dona do BES Duarte Roriz
Amílcar Morais Pires foi administrador do BES durante vários anos
Logo Premium CM
Logo Premium CM
Logo Premium CM
Logo Premium CM

Salgado declarou o valor mais alto no RERT III: 26,45 milhões de euros. O banqueiro tinha o dinheiro na Suíça. Os fundos estavam aplicados em ações, obrigações e ouro.

Morais Pires legalizou o segundo valor mais elevado. O banqueiro aderiu também aos três perdões fiscais: no total, declarou 18,79 milhões de euros, pagando IRS de 1,11 milhões de euros. O património estava estava também na Suíça. O valor mais elevado foi regularizado no RERT II: 10,67 milhões de euros.

O Banco de Portugal pediu a Morais Pires, em junho de 2011, para comprovar o repatriamento desse património, conforme previa a lei. Morais Pires enviou então os documentos comprovativos da sua “intenção e insistência em que sejam repatriados todos os fundos”.

António Ricciardi, ex-administrador da ESFG e pai de José Maria Ricciardi, aderiu ao RERT I: em 2005, legalizou 12,47 milhões de euros, pagando IRS de 623 735 euros. José Manuel Espírito Santo, Manuel Fernando Espírito Santo e João Martins Pereira aderiram ao RERT I e II: o primeiro legalizou 3,32 milhões de euros, pagando um imposto de 165 768 euros; o segundo declarou 2,8 milhões de euros, pagando um imposto de 140 940 euros; e o terceiro legalizou 953 666 euros, pagando um imposto de 47 683 euros.

Os cinco restantes ex-funcionários do BES e do BES que aderiram ao perdão fiscal legalizaram, no seu conjunto, 2,85 milhões de euros.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8