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Declarações de Cabrita travam indemnização à família de trabalhador atropelado

Nota do gabinete imputa culpa a Nuno Santos, mortalmente colhido na A6 pelo carro onde ia o ministro.

27 de junho de 2021 às 01:30

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Nuno Santos, a vítima mortal, tinha 43 anos
Nuno Santos, a vítima mortal, tinha 43 anos Direitos Reservados
Eduardo Cabrita
Eduardo Cabrita Pedro Ferreira
Carro oficial de Eduardo Cabrita
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Há ainda outra questão: sabe-se já que o carro oficial onde seguia Eduardo Cabrita não tinha assistência em viagem, desconhece-se os termos do seguro. Há vários carros do Estado que estão isentos de seguro, o que será o caso.

No meio, há uma família. Marta e as duas filhas, de 15 e 19 anos, estão desesperadas. Numa entrevista exclusiva ao CM, a viúva de Nuno Santos, de 43 anos, lamentou que nenhuma entidade do Estado tenha ainda perguntado se precisava de ajuda. Recebeu apenas cartas de condolências. “A GNR veio trazer-me uma carta do ministro e ligou-me uma assessora do Presidente da República. Mas ninguém quis saber como vamos viver. Como é que as minhas filhas vão comer, como é que eu vou pagar o funeral”, contou ao CM.

Nuno era o único sustento da casa. Trabalhava numa empresa que faz manutenção à autoestrada e estava no separador central a limpar a berma. Testemunhas garantem que ainda estava a atravessar o separador central quando foi apanhado pelo carro do ministro. Desconhece-se a que velocidade ia o veículo e as circunstâncias exatas do acidente. “Ele tinha medo do trabalho que fazia. Dizia-me sempre que era muito perigoso, mas precisava de manter a família. Era difícil, mas era o nosso mundo, a nossa vida”, lamenta Marta.

pormenores

Atraso no socorro

O socorro prestado à vítima teve um atraso de cerca de uma hora. O INEM foi inicialmente acionado para o sentido errado da autoestrada, o que obrigou a percorrer muitos mais km.

Deixa duas filhas

Nuno Santos tem duas filhas, de 15 e 19 anos. Ao CM, a mãe delas lamentou: “E agora como vai ser? As minhas filhas vão morrer à fome.”

Ninguém diz a velocidade

O carro oficial era conduzido por um motorista de Eduardo Cabrita. Não terá acusado álcool. Ninguém avança a que velocidade seguia a viatura.

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