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'Karaoke' em pátio da prisão de Setúbal revolta guardas prisionais

Trata-se de uma "atividade regular, superiormente autorizada, e integrada nos programas socioculturais dinamizados pelos Serviços de Acompanhamento da Execução da Pena”.

31 de janeiro de 2025 às 16:00
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'Karaoke' em pátio da prisão de Setúbal revolta guardas prisionais

A realização de uma festa de ‘Karaoke’ no pátio da prisão de Setúbal está a revoltar os guardas prisionais. O CM teve acesso a um vídeo que mostra parte do evento, enviou-o aos Serviços Prisionais em busca de um comentário, e em troca recebeu a resposta de que se trata de “uma atividade regular, superiormente autorizada, e integrada nos programas socioculturais dinamizados pelos Serviços de Acompanhamento da Execução da Pena”.

A mesma fonte oficial da Direção-Geral dos Serviços Prisionais contactada pelo CM não explicou a data de realização das filmagens. Adiantou apenas que atividades como esta “têm sempre lugar nos pátios, e apresentam elevada adesão por parte da população reclusa”. “São acompanhadas em permanência por uma técnica superior,- como a que aparece nas imagens do vídeo a que o CM teve acesso -,e pelos serviços de vigilância, através de 2/3 guardas, conforme a escala, e por vezes pelo diretor da prisão”, acrescentou fonte oficial. A festa de ‘Karaoke’ que o vídeo mostra realizou-se, segundo os Serviços Prisionais, “com aparelho de som e telemóvel que pertencem à instituição”.

Versão quase totalmente oposta tem o Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP), que considera “que esta situação não é sinónimo de reinserção de reclusos, e é somente uma vergonha”. “Os guardas não foram avisados desta suposta festa. Além disso, as imagens mostram uma técnica de reeducação a circular com telemóvel onde não devia, e reclusos vestidos de robe o que viola o regulamento geral das cadeias”, considerou Frederico Morais, presidente do SNGP. ”Quando nós falamos tanto de mudar regras, temos uma cadeia com regras próprias. São as ‘quintas’ que nós dizemos, cada um gere à sua maneira. Está na hora de acabar com isto”, concluiu.

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