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90% dos divórcios na Polícia devem-se à profissão

Um novo estudo da SIAP revela que fazer parte de uma força de segurança tem um impacto negativo na vida pessoal e familiar dos agentes.

17 de junho de 2025 às 11:05

Cerca de 90% dos ex-companheiros e filhos de policias divorciados consideram que a profissão foi um “fator preponderante” para a separação da família. A maioria também não quer que os filhos sigam os seus passos enquanto elementos das forças de segurança.

Alguns dos fatores que contribuem para o impacto negativo na sua vida familiar e pessoal são o trabalho por turnos, a distância do local de trabalho e os baixos salários, segundo noticiou o Jornal de Notícias (JN), esta terça-feira.

Os dados fazem parte do estudo promovido pela Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Sindicato Independente de Agentes da Polícia (SIAP), “Ser Polícia em Portugal: Impactos na Família”, que contou com a participação de 4.115 familiares de membros da PSP e da GNR.

Segundo o coordenador do estudo e chefe da PSP, Miguel Rodrigues, 94% dos familiares inquiridos concordam que a profissão “teve um impacto negativo na vida social e familiar”, e 95% defendem que impediu que um dos pais estivesse “mais presente” na criação das crianças. Esta ausência parental acabou por impactar, em alguns casos, o rendimento escolar dos filhos.

O estudo concluiu ainda que mais de 94% dos cônjuges e familiares não gostariam que os filhos escolhessem uma carreira na PSP ou na GNR e 89% consideram ainda que o facto de um dos elementos do casal ser um elemento das forças de segurança constitui um fator “preponderante para o divórcio/separação da família”.

Estas percentagens foram calculadas com base nas respostas de 962 inquiridos que integram uma família separada.

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