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Correio da Manhã

Portugal
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950 casos de vítimas de crimes e violência registados no Algarve em 2018

Dados são avançados pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).
Lusa 10 de Abril de 2019 às 21:14
Violência doméstica
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Jovem de 17 anos foi institucionalizada esta segunda-feira
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A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou no Algarve, em 2018, cerca de 950 casos de vítimas diretas de crimes e de violência, de um total de 4.600 atendimentos efetuados, anunciou esta quarta-feira a secretária-geral da associação.

"Em 2018 registámos no Algarve mais de 950 casos de vítimas diretas de violência, o que representa um aumento em relação ao ano anterior", disse Carmen Rasquete ao intervir no seminário "Algarve um Destino Seguro", em Portimão, distrito de Faro.

Segundo Carmen Rasquete, no ano passado, os serviços da associação atenderam "em média, por semana na região algarvia, cem casos de adultos, 18 de crianças e igual número de idosos", verificando-se um aumento dos casos reportados pelas vítimas.

A região algarvia está desde o dia 05 de abril coberta pela rede nacional de apoio às vítimas de violência, através de respostas de atendimento especializado e de um modelo de itinerância, o que significa que, além dos postos de atendimento fixos, passa a haver uma deslocação das equipas aos locais mais próximos de cada centro, consoante as necessidades.

De acordo com Carmen Rasquete, a APAV não só está vocacionada para o atendimento a vítimas de crimes de violência doméstica, como também existe a preocupação de apoiar vítimas de outros crimes.

"As vulnerabilidades a que os turistas estão sujeitos na região algarvia e quais os níveis de apoio são, também, preocupações que temos e para as quais estamos a trabalhar em articulação com as forças de segurança", salientou.

Carmen Rasquete adiantou que as vítimas mais frequentes na maior região turística de Portugal estão relacionadas com "crimes de furtos, roubos, ofensas à integridade física e violência sexual".

"A APAV tem em funcionamento duas linhas telefónicas de apoio e informação em vários idiomas de forma a auxiliar as vítimas", concluiu.

O seminário, uma iniciativa da área governativa da Administração Interna, Câmara de Portimão, Região de Turismo do Algarve e da Safe Communities Portugal, contou com a participação de diversos agentes da proteção civil do distrito de Faro.
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