Hoje vou cedo embora, prometo. Vou só passar no armazém e daqui a pouco já estou em casa.” Estas foram as últimas palavras que Albino Gomes trocou com a mulher ao telemóvel. Albino prometeu, mas não voltou. Momentos depois de desligar a chamada, estacionou o camião junto ao armazém na zona industrial de Vila do Conde. Em circunstâncias ainda por explicar, o veículo explodiu e matou o homem, de 47 anos. Seis pessoas ficaram feridas. Apenas uma destas vítimas, Daniel Neves, de 32 anos, que ficou com 90% do corpo queimado, corre risco de vida.
Ontem, a família de Albino ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido. A esposa do condutor refugiou-se em casa, de onde durante toda a manhã ecoaram vários gritos de dor. “Está de coração partido. Quando soube o que aconteceu, foi a correr para o armazém, algo lhe dizia que o marido não estava bem. Ainda tentou acreditar que estava vivo, mas quando soube que era o camião dele perdeu toda a esperança”, contou ao CM Judite Martins, sogra de Albino.
A dor da mulher estendia-se aos dois filhos menores do casal. Apesar de as crianças, de 6 e 11 anos, ainda não terem a verdadeira percepção do que aconteceu, não conseguiam esconder a tristeza de perder o pai. “O mais pequeno acordou durante a noite, abraçou a mãe e perguntou-lhe se o pai tinha mesmo morrido. Depois pediu-lhe para não chorar mais. O mais velho também está a sofrer muito”, afirmou Judite.
Albino era motorista da Safetkleen há pouco tempo. O homem, que residia em Gião, Vila do Conde, tinha comprado uma casa há pouco mais de dez dias. “A vida estava a ficar encaminhada. Ele trabalhou tanto para ter esta casa e num instante perdeu tudo”, continuou a sogra de Albino.
Durante o dia de ontem, os bombeiros estiveram no local, de onde foram retiradas as 12 viaturas queimadas durante a explosão.
A Polícia Judiciária já está a investigar o que terá estado na causa da explosão. Ao que tudo indica, ter-se-á tratado de uma reacção química.
'ELE VAI FAZER MUITA FALTA AOS MENINOS'
Ontem, a família de Albino ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido. A esposa do condutor refugiou-se em casa, de onde durante toda a manhã ecoaram vários gritos de dor. “Está de coração partido. Quando soube o que aconteceu, foi a correr para o armazém, algo lhe dizia que o marido não estava bem. Ainda tentou acreditar que estava vivo, mas quando soube que era o camião dele perdeu toda a esperança”, contou ao CM Judite Martins, sogra de Albino.
A dor da mulher estendia-se aos dois filhos menores do casal. Apesar de as crianças, de 6 e 11 anos, ainda não terem a verdadeira percepção do que aconteceu, não conseguiam esconder a tristeza de perder o pai. “O mais pequeno acordou durante a noite, abraçou a mãe e perguntou-lhe se o pai tinha mesmo morrido. Depois pediu-lhe para não chorar mais. O mais velho também está a sofrer muito”, afirmou Judite.
Albino era motorista da Safetkleen há pouco tempo. O homem, que residia em Gião, Vila do Conde, tinha comprado uma casa há pouco mais de dez dias. “A vida estava a ficar encaminhada. Ele trabalhou tanto para ter esta casa e num instante perdeu tudo”, continuou a sogra de Albino.
Durante o dia de ontem, os bombeiros estiveram no local, de onde foram retiradas as 12 viaturas queimadas durante a explosão.
A Polícia Judiciária já está a investigar o que terá estado na causa da explosão. Ao que tudo indica, ter-se-á tratado de uma reacção química.
PORMENORES
DESTRUIÇÃO
Três armazéns ficaram completamente destruídos. Um deles pertencia à Safetykleen e os restantes a uma empresa de Cash & Carry. A explosão causou ainda vários danos materiais em várias empresas localizadas na zona.
CORPO RETIRADO
O corpo de Albino foi retirado de dentro do camião ontem de madrugada. A remoção do cadáver só foi feita várias horas depois da explosão ter ocorrido. Alguns dos bombeiros presentes ficaram em choque ao ver o corpo do homem totalmente carbonizado.
SEGURADORAS
Algumas empresas de seguros estiveram ontem a avaliar os danos causados nos armazéns destruídos pela explosão.
'ESTAVA TUDO A ARDER. SÓ VIA PESSOAS A CHORAR E A GRITAR'
Um dia depois da brutal explosão que vitimou uma pessoa, Nuno Maia, um dos seis feridos, não tinha ainda conseguido esquecer os momentos de terror que viveu. O homem, que estava a sair do trabalho, presenciou o momento exacto em que o camião explodiu.
'O camião estava a fazer a manobra e eu parei a minha bicicleta. De repente, ouvi um estrondo e eu fui projectado no ar. A cabine do camião ficou logo completamente destruída', contou ao CM Nuno Maia, ainda abalado com o que se passou.
Os instantes seguintes à explosão foram 'muito rápidos'. A vítima apenas se recorda de ver as chamas a consumir o camião. 'Estava tudo a arder . Só via pessoas a chorar e a gritar que queriam fugir dali. Foi assustador', explicou o trabalhador.
O 'CM ERROU'
O Correio da Manhã errou ontem ao noticiar que a explosão em Vila do Conde provocou dois mortos. Trata-se de um erro lamentável no qual fomos induzidos por confusão de fontes hospitalares e da própria família de uma vítima do acidente no relato dos factos. Pelo lapso, pedimos desculpa aos envolvidos e aos leitores.
FALTA: BOCAS DE INCÊNDIO
A falta de bocas de incêndio foi uma das maiores críticas no combate às chamas. Os mais de cem bombeiros no local tiveram de ir buscar a água a outras zonas do parque industrial
ESTRUTURA: PAREDES DEMOLIDAS
Algumas paredes e vigas do armazém da Safetykleen terão de ser demolidas, porque, segundo os Bombeiros de Vila do Conde, existe um elevado risco de derrocadad
DIRECTOR-GERAL: CONDOLÊNCIAS
Pedro Ribeiro, director-geral da Safetykleen, fez questão de ir a casa da vítima dar as condolências à família. Durante o dia, o director prestou ainda o seu apoio aos feridos da explosão
VÍDEO:
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