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ACIDENTE MATA IRMÃS DE TRÊS E QUINZE ANOS

Uma menina de três anos e a sua irmã, de 15, morreram ontem na sequência de um acidente de viação ocorrido na Estrada Nacional 342-1, à entrada de Fatacos, em Soure.

08 de outubro de 2004 às 00:00

A pequena Ana Beatriz e Liliana Andreia Matos Pereira, residentes em Soure, viajavam com a mãe num Opel Corsa branco conduzido pelo namorado da adolescente.

Às 06h50, quando circulava no sentido Soure-Alfarelos, a viatura colidiu com um veículo ligeiro de mercadorias que estava parado na faixa de rodagem, à espera para descarregar engaço numa destilaria.

Liliana Matos Pereira teve morte imediata, enquanto a sua irmã viria a falecer durante a manhã no Hospital Pediátrico de Coimbra. A mãe, Maria Luísa Madureira Matos, sofreu fracturas múltiplas nas pernas e está internada no Serviço de Traumatologia do Hospital dos Covões. Quanto ao condutor, de 20 anos, apresentava apenas ferimentos sem gravidade e recebeu alta médica.

Segundo uma testemunha da colisão, o jovem terá sido “encandeado pelas luzes” de um veículo pesado com que se cruzou momentos antes, o que o impediu de se aperceber, mais cedo, da carrinha parada na sua faixa de rodagem. “Ele ainda se tentou desviar, mas não conseguiu”, disse a testemunha.

O acidente mobilizou sete viaturas e 22 bombeiros da corporação de voluntários de Soure, que necessitaram de desencarcerar a adolescente. No local estiveram militares da GNR de Soure e elementos do Núcleo de Investigação Criminal da BT de Coimbra.

"VIERAM PARA CÁ REFAZER A VIDA"

Proveniente de Massarelos, Porto, a família das duas vítimas mortais estava há pouco tempo em Soure, mas os que com eles privavam sofreram um considerável abalo com a notícia, conhecida na vila logo pela manhã.

“É uma tragédia, eles são tão boas pessoas”, lamentava uma vizinha, Isabel Monteiro, explicando que o casal se mudou para Soure a fim de “refazer a vida”. Há semanas, tinham acolhido em casa o namorado de Liliana. Ontem o rapaz ia levá-la, e à mãe, ao café que exploravam em Alfarelos, quando aconteceu o pior.

Avisado na fábrica onde trabalha, o pai das meninas seguiu para o Hospital dos Covões, acabando, inclusivamente, por se sentir mal e ser assistido por um médico da unidade de saúde.

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