Adeus a vítimas da tragédia em Lamego junta famílias

Bispo apela a fiéis para ajudarem. Egas Sequeira sepultado este domingo.
Por Andreia Pinto|24.04.17
Temos que estar todos de braços abertos para acolher estas famílias. A união e o alento são as respostas". As palavras do bispo de Lamego, D. António Couto, tentavam confortar a família de Egas Sequeira - dono da fábrica de pirotecnia de Penajoia onde ocorreram as explosões que ceifaram oito vidas, no dia 4 -, que foi ontem a sepultar em Ferreiros de Avões. Familiares de todas as vítimas estiveram presentes na cerimónia fúnebre, que reuniu centenas de amigos e vizinhos.

No percurso entre a igreja e o cemitério, Mónica e Vera, filhas de Egas, seguiam à frente, a segurar a urna do pai. Atrás, a viúva, Celeste Sequeira, era o rosto do sofrimento. Amparada pela família, chorava e soluçava "A minha vida...", um dia depois de ter sepultado a filha, Susana, e o marido da jovem, Joaquim Pereira, em Santa Leocádia, Baião, e outros dois genros - David Mendes e Samuel Pinto, no Torrão e em Tuías, Marco de Canaveses.

Dezanove dias após a tragédia, Lamego recordou a dor da perda. À porta da igreja de Ferreiros de Avões, muitos questionavam "o que será dos netos do Egas, sem pais e sem o avô?", de rosto lavado em lágrimas. A receita do ofertório da cerimónia fúnebre reverteu para a conta de apoio às famílias das vítimas da tragédia.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!