António Joaquim ouvido no final da sessão. Rosa omite tese dos angolanos ao amante.
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Rosa Grilo e António Joaquim regressaram esta terça-feira ao tribunal de Loures para a segunda sessão do julgamento. Tânia Reis, chegou ao tribunal cerca das 9h20 e afirmou aos jornalistas que espera que António Joaquim seja ouvido uma vez que na primeira sessão apenas falou a sua constituinte.
Advogada de Rosa Grilo reafirma que a cliente não se contradisse na primeira sessão do julgamento
A defesa de Rosa negou ainda, à entrada do tribunal, que Rosa Grilo tenha cometido qualquer deslize na primeira sessão de julgamento, ocorrida no passado dia 10 de setembro. "Quais contradições?", afirmou.
Terminou a sessão perto das 18h00
Terminou a sessão perto das 18h00
António Joaquim afirma que sabia do desaparecimento de Luís Grilo, mas que Rosa nunca lhe falou sobre a tese dos angolanos.
No dia do desaparecimento do triatleta, António Joaquim diz que não esteve com a amante, mas que no dia seguinte, quando se encontraram esta "parecia um bicho". De acordo com o amante de Rosa, a viúva estava com a cara inchada e parecia que tinha estado a chorar durante toda a noite.
Defesa de António Joaquim apresenta arma do crime em tribunal
Advogada de Rosa Grilo nega contradições relativamente à arma do crime
Na segunda sessão do julgamento, foram dadas como terminadas as declarações de Rosa Grilo. Na próxima semana serão ouvidas 20 testemunhas. 10 da parte da manhã e as restantes 10 ao longo da tarde. Sessão começou cerca das 9h55
Sessão começou cerca das 9h55
Rosa apresentou-se no tribunal com um vestido preto, acima do joelho, com recortes dourados nas bainhas e maquilhada de forma subtil como tem vindo a ser habitual. A viúva calça sandálias rasas e o cabelo mais encaracolado. António Joaquim surgiu com um fato escuro e semblante carregado.
A viúva nunca cruzou o olhar com o amante, António Joaquim. Pouco depois de começar a depor, a viúva emocionou-se a falar do filho, de 14 anos que, segundo ela, tem estado muito distante desde que a tia, Júlia Grilo, tem a custódia provisória. Foi contrainterrogada pelo advogado que representa o filho, que se constituiu assistente no processo.
O rapaz tem visitado a mãe uma vez por semana, ao longo do último ano, mas terá manifestado algum afastamento com o passar do tempo. Rosa Grilo poderá mesmo perder a custódia do menor em definitivo caso seja condena pela morte do marido.
Os jurados não fizeram perguntas enquanto a viúva esteve a depor.
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Rosa Grilo diz que apenas sabia de dois dos seis seguros feitos pelo marido
A arguida Rosa Grilo assumiu que apenas tinha conhecimento da existência de dois dos seis seguros feitos pelo marido, numa sessão do julgamento marcada por contradições da arguida, na qual acrescentou novos elementos à versão inicial.
Na segunda sessão do julgamento, no Tribunal de Loures, Rosa Grilo, disse que só soube desses quatro seguros quando foi interrogada no Tribunal de Vila Franca de Xira.
A acusação do Ministério Público (MP) sustenta que Luís Grilo foi morto para que os arguidos pudessem assumir a relação amorosa e beneficiassem dos seus bens: 500.000 euros em indemnizações de vários seguros, outros montantes em depósitos bancárias e a habitação.
Após a sessão ter sido interrompida para pausa para almoço, o advogado de António Joaquim falou aos jornalistas e afirmou que as contradições de Rosa não afetam o seu cliente. Ricardo Serrano Vieira diz ainda que António Joaquim "tem interesse em falar sobre todos os aspetos".
Advogado de António Joaquim afirma que contradições de Rosa Grilo não vão prejudicar o seu cliente
O depoimento de Rosa deverá prolongar-se durante a tarde.
Recorde-se que a primeira versão de Rosa indicava que foram os angolanos que mataram o marido, Luís Grilo. Na primeira sessão do julgamento, Rosa decidiu acrescentar um dado relevante à história: afinal os três homens que entraram na casa do casal estavam armados e não apenas um, como tinha dito num primeiro momento.
O Ministério Público afirma que o crime foi planeado ao pormenor e pede 100 mil euros para a criança, filho de Rosa e Luís. A viúva deverá perder o dinheiro da herança e seguros. Tudo reverterá para o filho do casal que está ao cuidado da tia paterna provisoriamente.
Estão previstas mais duas sessões deste julgamento. Ocorrerão sempre às terças-feiras.
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