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Airbus admite falhas nos novos aviões da TAP

Enjoos dos membros da tripulação e um cheiro forte a óleo durante a descolagem originaram muitas queixas dos passageiros.

15 de julho de 2019 às 08:46

A fabricante de aviões francesa Airbus admite que os aviões A330neo que vendeu à TAP têm falhas técnicas. Foi até já criada uma equipa destinada a resolver o problema. 

A Airbus admitiu as falhas numa carta enviada à TAP a 7 de junho, mais de duas semanas depois de a TAP ter dado a conhecer que havia problemas, refere o Diário de Notícias. Na carta citada pelo jornal, a Airbus admite que tomou conta dos relatos de "dois efeitos diferentes: cheiros pouco comuns e sintomas de desconforto, não havendo uma correlação entre os dois fatores".

Na mesma missiva, a Airbus detetou "que o arranque do motor poderia gerar odores na cabina", uma vez que "algumas gostas de óleo poderiam ser libertadas no compressor de alta pressão", ainda durante os testes de voo. Seriam essas gotas de óleo que criavam o cheiro "durante a fase de táxi, descolagem e subida".

A Airbus já afirmou que estava a tomar medidas para diminuir os efeitos desta falha, bem aquelas registadas nos sistemas de ar condicionado. De acordo com a carta citada pelo Diário de Notícias, o ar saído do compressor reage com a tinta de revestimento do avião, contribuindo para os maus odores sentidos durante a viagem.

O que está ainda por identificar são as origens dos enjoos frequentes denunciados pelas tripulações destes novos aviões. Sobre isto, a Airbus apenas confirmou que está "a trabalhar de perto com o operador que registou estes eventos".

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) disse na semana passada que as "preocupações permanecem" nos casos de náuseas na TAP, "uma vez que continuam a ser reportados episódios de mal-estar a bordo".

"O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil vem, no seguimento das últimas informações avançadas que indicam que não foram encontradas a bordo quaisquer substâncias que possam constituir um perigo para a saúde dos tripulantes, nem registo de insuficiência de oxigénio, sublinhar que as preocupações permanecem, uma vez que continuam a ser reportados episódios de mal-estar a bordo".

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