page view

Alcoutim procura conter subida do rio com barreira de sacos de areia

Presidente do município algarvio afirmou que já há alguns problemas causados pela subida do rio no que respeita a bens, mas não há registo de pessoas afetadas.

04 de fevereiro de 2026 às 19:14

O nível do rio Guadiana continua a subir e a Câmara de Alcoutim está a colocar sacos de areia para tentar impedir que a água chegue às ruas da localidade, disse esta quarta-feira o presidente.

Paulo Paulino contou à agência Lusa que a água já "tapou" um estabelecimento comercial em Guerreiros do Rio, situado na margem do Guadiana, a sul da sede de concelho, e a praia fluvial também já está coberta, embora ambos se encontrem nas zonas mais baixas das respetivas localidades.

"O bar já está tapado, a praia fluvial está tapada, aqui em Alcoutim também continua a aumentar o nível de água. Já vamos construir aqui umas barreiras para evitar que a água avance para dentro da vila e para tentar salvar alguns bens do supermercado e os bares que aqui estão", relatou o autarca.

O presidente do município algarvio afirmou que já há alguns problemas causados pela subida do rio no que respeita a bens, mas não há registo de pessoas afetadas.

"Já há aqui alguns problemas, mas todos a ver com bens, ao nível de pessoas ainda não se verifica nenhum problema", indicou, esclarecendo que ainda não há casas afetadas.

O autarca espera agora que as barreiras que estão a ser colocadas com sacos de areia na zona mais baixa da localidade de Alcoutim permitam conter a água que desce pelo rio e cujo nível tem estado a subir devido às descargas efetuadas nas barragens de Alqueva e Pedrógão, a montante de Alcoutim.

A Câmara de Alcoutim já tinha alertado esta quarta-feira os navegantes e as populações da margem do rio para o "aumento drástico" dos caudais do Guadiana, devido às descargas em barragens para libertar água da chuva caída nos últimos dias e horas.

O alerta foi dado depois de a capitania de Vila Real de Santo António ter feito uma "comunicação urgente" a apelar à população ribeirinha dos municípios do Baixo Guadiana (Mértola, no distrito de Beja, e Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António, todos no distrito de Faro) para adotar medidas de proteção "imediatas" de pessoas, animais e bens.

A maré alta registou-se cerca das 16:30 e a próxima está prevista para cerca das 04:30, períodos que são considerados de "risco máximo", segundo o alerta lançado às populações.

Entre as medidas de proteção aconselhadas estão o reforço de amarrações, com a verificação e duplicação das espias das embarcações e a confirmação de que as bombas e sistemas de esgotamento estão operacionais e têm baterias carregadas, indicou.

A navegação está interditada e as autoridades marítimas pediram para se evitar saídas com embarcações, porque "a força da corrente e os detritos submersos (troncos/objetos pesados) podem causar naufrágios ou danos graves", justificou.

Nas zonas ribeirinhas deve-se proceder à retirada de equipamentos ou bens de zonas baixas sujeitas a inundação, evitar a aproximação de pessoas a cais ou margens durante o pico da maré, porque a "força da água é imprevisível", avisou também o município.

A precipitação causada pela passagem da depressão Leonardo, que está a afetar Portugal continental, e a água armazenada depois das chuvas provocadas pela depressão Kristin, que atravessou o território português na semana passada, estão a fazer com que as barragens de Alqueva e de Pedrógão façam descargas, aumentando o nível do rio Guadiana e o risco de inundação, que permanecerá nas próximas horas em função da previsão de chuva intensa que é feita até, pelo menos, quinta-feira.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8