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Correio da Manhã

Portugal
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Presidente do IPO do Porto e autarcas de Santo Tirso e de Barcelos detidos por corrupção

Investigação centrada nos esquemas de viciação de procedimentos de contratação pública.
29 de Maio de 2019 às 10:36
Presidente do IPO do Porto, José Maria Laranja Pontes; Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto e a mulher, Maria Manuela Couto; Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes
Presidente do IPO do Porto, José Maria Laranja Pontes; Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto e a mulher, Maria Manuela Couto; Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes FOTO: Direitos Reservados
O presidente do IPO do Porto, José Maria Laranja Pontes, o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto, e a mulher, a empresária Maria Manuela Couto e o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, foram detidos esta quarta-feira por corrupção, tráfico de influências e participação económica em negócio no âmbito de contratação pública.

O CM contactou o Partido Socialista sobre a detenção dos dois autarcas socialistas. O PS afirma não comentar "casos de justiça".

O Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto realizou uma operação policial de 10 buscas domiciliárias e não domiciliárias, nas zonas do Porto, Santo Tirso, Barcelos e Matosinhos, em autarquias, entidades públicas e empresas.

Em causa está "a prática reiterada de viciação de procedimentos de contratação pública com vista a favorecer pessoas singulares e coletivas, proporcionando vantagens patrimoniais".

"A investigação, centrada nas autarquias de Santo Tirso, Barcelos e Instituto Português de Oncologia do Porto, apurou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de autarcas e organismos públicos, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto com o objetivo de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular", afirma a PJ.

Os quatro detidos têm idades compreendidas entre os 48 anos e os 68 anos. Segundo o comunicado da PJ, a investigação da Operação Teia foi centrada nas autarquias de Santo Tirso, Barcelos e no Instituto Português de Oncologia do Porto.

Esta investigação, adianta a PJ, "vai prosseguir para apuramento de todas as condutas criminosas e da responsabilização dos seus autores".

Fonte policial disse à Lusa que os quatro detidos vão ser presentes às autoridades esta quinta-feira.

Fonte da Diretoria do Norte da PJ ligada à investigação avançou esta tarde à agência Lusa que os detidos já foram "levados para a zona prisional" das instalações da PJ/Porto.
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