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Correio da Manhã

Portugal
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Alforrecas e caravelas-portuguesas deixam praias da Costa de Caparica sob alerta

Autarquia foi informada do "aparecimento no areal e espelho de água" da frente marítima.
Lusa 10 de Maio de 2019 às 18:46
Costa da Caparica
Praia na Costa da Caparica
Obras vão custar oito milhões de euros
Costa da Caparica
Praia na Costa da Caparica
Obras vão custar oito milhões de euros
Costa da Caparica
Praia na Costa da Caparica
Obras vão custar oito milhões de euros
O aparecimento de águas-vivas e caravelas-portuguesas nas praias da Costa de Caparica, no concelho de Almada, levou a junta de freguesia a alertar os banhistas sobre cuidados a ter, enquanto a autoridade marítima acompanha o fenómeno.

Segundo explicou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, José Dias Martins, a autarquia foi informada do "aparecimento no areal e espelho de água" da frente marítima entre a Cova do Vapor e a Fonte da Telha de "águas-vivas [alforrecas] e caravelas-portuguesas".

"Vamos ter uma situação anómala", admitiu o autarca, com base numa informação da Capitania do Porto de Lisboa, para a ocorrência de "uma grande quantidade" de organismos marinhos do tipo da caravela-portuguesa ("Physalia physalis"), dotadas de células urticantes, em particular nos seus tentáculos.

Perante o aviso das autoridades marítimas, e face ao previsto aumento da temperatura durante o fim de semana, José Dias Martins adiantou que os serviços de salubridade da Câmara de Almada vão efetuar "um reforço da limpeza do areal para recolher o máximo possível de organismos que estejam na praia".

Embora a época balnear tenha início oficialmente em 15 de maio, o presidente da junta explicou que, além do reforço da limpeza, os apoios de praia que já possuam nadadores-salvadores vão hastear a bandeira vermelha, para proibir banhos, caso seja detetada a presença deste tipo de organismos, muito comuns nos Açores e na Madeira.

Um aviso à população, publicado pela junta de freguesia na rede social Facebook, remete para os cuidados a ter em caso de contacto, incluindo picadelas, com este tipo de organismos gelatinosos nas praias, como a medusa (ou alforreca) e a caravela-portuguesa, divulgados na página do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O comandante Fernando Pereira da Fonseca, da Autoridade Marítima Portuguesa, confirmou à Lusa que foram detetadas águas-vivas e caravelas-portuguesas principalmente na Costa de Caparica e alguns exemplares nas praias de Carcavelos e de São Pedro do Estoril, no concelho de Cascais.

O porta-voz da Autoridade Marítima salientou, no entanto, que o avistamento nas praias de Cascais foi apenas de "dois ou três exemplares", que podem ter sido arrastados por influência dos ventos e correntes, sendo até ao momento enquadrados como um "fenómeno de natureza esporádica".

De acordo com Pereira da Fonseca, a Autoridade Marítima está a acompanhar a evolução da situação e, caso se confirme o risco acrescido de aumento da presença destes organismos, poderá emitir ainda esta sexta-feira um aviso para as zonas afetadas.

As previsões meteorológicas apontam para um forte aumento da temperatura até segunda-feira no continente, podendo no domingo ser superior a 30 graus e chegar mesmo a máximos entre os 35 e os 37 graus no Vale do Tejo e Alentejo, informou o IPMA.

Conselhos em caso de contacto com caravelas-portuguesas

-  Não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;

-  Não usar água doce, álcool ou amónia;

- Não colocar ligaduras;

- Lavar com cuidado com a própria água do mar;

- Retirar com cuidado os tentáculos da água-viva (caso tenham agarrados à pele), utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar;

- Aplicar vinagre no local atingido;

- Aplicar bandas quentes ou água quente para aliviar a dor;

- Consultar assistência médica o mais rapidamente possível.

Conselhos em caso de contacto com águas-vivas

- Não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;

- Não usar água doce, álcool ou amónia;

- Não colocar ligaduras;

- Lavar com cuidado com a própria água do mar;

- Retirar com cuidado os tentáculos da água-viva (caso tenham agarrados à pele), utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar;

- Se possível, aplique bicarbonato de sódio misturado em partes iguais com água do mar;

- Aplicar gelo, enrolado num pano, no local atingido para aliviar a dor.

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